Petróleo despenca e arrasta soja mais de 30 pontos para baixo em Chicago nesta 2ª feira
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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registram forte queda nesta segunda-feira (27), devolvendo parte dos expressivos ganhos acumulados na última semana. As cotações operam em baixa de mais de 30 pontosnos principais vencimentos, refletindo um movimento de realização de lucros, aliado à melhora das perspectivas climáticas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos, mas principalmente diante da despencada do petróleo na manhã de hoje.
Com a pausa nos ataques entre Irã e Estados Unidos e a possibilidade da retomada das negociações para um possível acordo, o brent desaba mais de 7% na Bolsa de Londres, dando espaço a baixas de mais de 2% em Chicago não só para soja, mas também para milho, trigo, óleo e farelo de soja.
Assim, perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações perdiam mais de 30 pontos, levando o novembro a US$ 12,19 e o janeiro/27 a US$ 12,32 por bushel.
A volatilidade deve permanecer elevada ao longo da semana, uma vez que o mercado continuará ajustando suas posições de acordo com as atualizações das previsões meteorológicas e o quadro geopolítico global.
No mercado brasileiro, a queda em Chicago tende a limitar a formação dos preços internos. Entretanto, a valorização do dólar frente ao real e os prêmios praticados nos portos permanecem como fatores capazes de amenizar parte das perdas para o produtor brasileiro, mantendo a atenção voltada também ao comportamento do câmbio e da demanda externa.
FUNDAMENTOS
Depois de alcançar os maiores níveis dos últimos meses impulsionada pelas preocupações com o clima durante o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a oleaginosa encontra um ambiente mais favorável às vendas. Os mapas meteorológicos indicam chuvas regulares e temperaturas menos extremas para importantes áreas produtoras, reduzindo os temores sobre perdas produtivas justamente em uma fase decisiva para a definição do potencial da safra.
Além da melhora climática, o mercado também é pressionado pelo intenso movimento de realização de lucros por parte dos fundos de investimento. Após a valorização acumulada nas últimas sessões, operadores aproveitam o enfraquecimento do risco climático para zerar posições compradas, aumentando a pressão sobre os preços.
Outro fator acompanhado pelos investidores continua sendo a demanda internacional, especialmente da China. Apesar de o fluxo de exportações dos Estados Unidos permanecer no radar, o mercado entende que, neste momento, o comportamento do clima norte-americano segue sendo o principal direcionador das cotações.
Caso os modelos mantenham o cenário de chuvas favoráveis e boas condições para as lavouras, a pressão sobre os preços poderá se estender. Por outro lado, qualquer mudança indicando calor excessivo ou redução das precipitações poderá devolver rapidamente parte do prêmio de risco climático aos contratos futuros.
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