Trigo inicia semana em queda após forte valorização recente

Publicado em 27/07/2026 10:40
Realização de lucros e recuo do petróleo pressionam os futuros em Chicago

Logotipo Notícias Agrícolas

Os contratos futuros do trigo iniciaram o pregão desta segunda-feira (27) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos acumulados na última semana, quando as cotações atingiram os maiores níveis em mais de dois anos.

Na abertura do mercado, o contrato setembro/26 era negociado a US$ 6,74 por bushel, com queda de 21,50 pontos. O dezembro/26 recuava 21,25 pontos, cotado a US$ 6,92 por bushel, enquanto o março/27 perdia 20,50 pontos, para US$ 7,08 por bushel.

A pressão sobre os preços é atribuída principalmente à realização de lucros após a forte valorização observada na semana passada. Além disso, o recuo do petróleo nesta segunda-feira reduz parte do suporte ao mercado de commodities, contribuindo para um movimento mais amplo de ajuste nas cotações agrícolas.

Apesar da correção, os fundamentos do mercado seguem praticamente inalterados. Os investidores continuam monitorando os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia, principalmente em relação à infraestrutura portuária do Mar Negro. Embora os riscos logísticos permaneçam elevados, a expectativa de continuidade das exportações pela região diminuiu parte do prêmio de risco incorporado aos contratos nos últimos pregões.

No cenário de oferta, o mercado também acompanha a evolução da colheita no Hemisfério Norte. A menor produção projetada para os Estados Unidos continua oferecendo suporte às cotações, mas esse fator segue sendo parcialmente compensado pela disponibilidade de trigo da Rússia e pelas perspectivas de maior oferta da Argentina, dois importantes exportadores para o mercado internacional.

Para o mercado brasileiro, a atenção permanece voltada ao desenvolvimento da safra de inverno e ao comportamento dos principais fornecedores externos. Em um cenário de produção nacional menor e dependência das importações, o desempenho das lavouras e das exportações da Argentina, da Rússia e da Ucrânia continuará sendo determinante para a formação dos preços ao longo da comercialização do cereal.

 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário