Trigo abre em alta de quase 3% em Chicago; mercado acompanha importações e demanda no Brasil
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Os contratos futuros do trigo iniciaram os negócios desta quinta-feira (30) em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), recuperando parte das perdas das últimas sessões. O mercado acompanha o fluxo do comércio internacional, enquanto no Brasil as negociações permanecem limitadas pela baixa demanda da indústria e pela expectativa em torno da nova safra.
Na CBOT, o contrato setembro/26 era cotado a US$ 6,80/bushel, com alta de 19,4 pontos, avanço de 2,95%. O dezembro/26 valia US$ 6,96/bushel, com ganho de 19,0 pontos, valorização de 2,81%. Já o março/27 era negociado a US$ 7,12/bushel, com alta de 19,2 pontos, avanço de 2,77%.
No mercado brasileiro, a comercialização continua lenta. A demanda permanece retraída, com moinhos abastecidos no curto prazo e compradores priorizando negociações para a entrada da nova safra. Do lado da oferta, produtores seguem cautelosos nas vendas, aguardando uma melhor definição do mercado e do potencial produtivo das lavouras.
Outro fator acompanhado pelos agentes é o fluxo das importações. Dados divulgados pela Abitrigo mostram que o line-up de importação segue avançando na temporada 2025/26, refletindo a necessidade de abastecimento da indústria moageira brasileira. O acompanhamento desses embarques ganha ainda mais importância diante da perspectiva de uma oferta doméstica mais restrita nesta safra, mantendo o mercado atento ao ritmo de chegada do cereal ao país.
Os investidores iniciam o dia monitorando tanto o comportamento das cotações internacionais quanto a dinâmica do mercado físico brasileiro, que segue marcado por baixa liquidez e expectativa em relação à evolução da safra e do abastecimento interno.
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