Na produção de cabotiá, florada não é sinônimo de colheita
Na produção de abóbora cabotiá, uma florada abundante pode gerar boas expectativas, mas não garante, sozinha, uma colheita rentável. O resultado depende de os frutos vingarem, desenvolverem-se com uniformidade e manterem qualidade até a comercialização.
De acordo com o engenheiro agrônomo e especialista em cucurbitáceas Rafael Zamboni, avaliar somente a quantidade de flores ou o potencial produtivo de um material pode não ser suficiente para antecipar o resultado do cultivo. Por isso, a escolha do híbrido deve considerar o conjunto de características da planta, e não apenas um atributo isolado.
“Falhas no pegamento reduzem o número de frutos por planta e podem tornar a produção mais irregular. Mesmo depois da frutificação, oscilações climáticas e desequilíbrios no desenvolvimento da planta podem afetar o padrão das abóboras e aumentar o descarte”, alerta.
Nesse processo, a atuação das abelhas é fundamental para o pegamento e a formação dos frutos, já que a transferência do pólen entre as flores permite que a frutificação ocorra adequadamente. Além de favorecer a presença desses insetos no campo, o produtor pode utilizar cultivares polinizadoras para aumentar a disponibilidade de flores masculinas na lavoura.
Um exemplo é a moranga Exposição, da TSV Sementes, que pode ser plantada como material polinizador em cultivos de abóboras do tipo Tetsukabuto, grupo ao qual pertence a cabotiá.
Regularidade do campo à comercialização
A confiabilidade de um híbrido não está relacionada apenas ao potencial produtivo, mas à combinação de características que contribuam para o desempenho da lavoura e para a manutenção do padrão comercial dos frutos.
A abóbora Furusato F1, da linha TSV Sementes, reúne rusticidade, vigor, pegamento, uniformidade, cobertura foliar, polpa espessa e características favoráveis à conservação pós-colheita. A cobertura da planta, por exemplo, ajuda a proteger os frutos da exposição direta ao sol, enquanto a uniformidade facilita a colheita e a comercialização.
“O produtor de abóbora toma decisões muitos meses antes de saber como estarão o clima, a colheita e o mercado. Trabalhar com um material conhecido pela estabilidade não elimina os riscos próprios da atividade, mas oferece uma base mais segura para o manejo e para a obtenção de frutos com padrão comercial”, conclui Rafael Zamboni.
Da florada ao pegamento, da proteção dos frutos no campo ao transporte, cada etapa influencia quanto da produção chegará ao comprador com qualidade. Para o produtor, a regularidade contribui para reduzir perdas, ampliar o aproveitamento comercial da lavoura e dar maior previsibilidade à atividade.
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