Soja busca reação em Chicago, mas clima favorável nos EUA ainda limita recuperação dos preços

Publicado em 30/07/2026 13:32
Mercado segue se ajustando em semana de intensa volatilidade

Logotipo Notícias Agrícolas

O mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quinta-feira (30), tendo já testado os dois lados da tabela. Por volta de 13h10 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos trabalhavam sem variação, com o agosto valendo US$ 11,78, o novembro US$ 11,93, e o julho/27, US$ 12,07 por bushel. O milho também passava a operar com estabilidade, enquanto o trigo ainda sustentava ganhos de mais de 1%. Farelo e óleo também caminhavam de lado na CBOT. 

O mercado busca um ajuste depois de o clima ligeiramente mais favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos ter levado as cotações aos menores níveis das últimas semanas, enquanto os investidores seguem monitorando as previsões meteorológicas e a demanda internacional.

A reação, no entanto, ainda é vista com cautela, já que os modelos climáticos continuam indicando chuvas abrangentes e temperaturas amenas para importantes áreas produtoras norte-americanas para os próximos dias. Mais a frente, o que preocupa um pouco mais são as temperaturas muito elevadas, acima da média, para todo cinturão. 

Além do clima, os operadores acompanham a divulgação dos números semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). O relatório poderá indicar o ritmo da demanda pela soja norte-americana e servir como novo direcionador para as cotações, especialmente em um momento em que o mercado busca avaliar a competitividade do produto dos EUA. 

Os investidores também seguem atentos ao comportamento do complexo da soja e do mercado de energia. Depois das fortes oscilações observadas nos últimos dias, uma eventual recuperação do óleo de soja e do petróleo pode oferecer suporte adicional ao grão, embora o cenário fundamental continue dominado pelas expectativas de uma safra volumosa nos Estados Unidos. Nesta quinta, tanto farelo, como óleo de soja trabalhavam em campo positivo. 

No Brasil, a atenção permanece voltada para a formação dos preços nos portos e para o comportamento do câmbio. Mesmo com a pressão observada em Chicago ao longo desta semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sendo fatores que ajudam a sustentar as indicações no mercado físico, ainda que os negócios avancem de forma seletiva.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário