Soja busca reação em Chicago, mas clima favorável nos EUA ainda limita recuperação dos preços
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O mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quinta-feira (30), tendo já testado os dois lados da tabela. Por volta de 13h10 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos trabalhavam sem variação, com o agosto valendo US$ 11,78, o novembro US$ 11,93, e o julho/27, US$ 12,07 por bushel. O milho também passava a operar com estabilidade, enquanto o trigo ainda sustentava ganhos de mais de 1%. Farelo e óleo também caminhavam de lado na CBOT.
O mercado busca um ajuste depois de o clima ligeiramente mais favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos ter levado as cotações aos menores níveis das últimas semanas, enquanto os investidores seguem monitorando as previsões meteorológicas e a demanda internacional.
A reação, no entanto, ainda é vista com cautela, já que os modelos climáticos continuam indicando chuvas abrangentes e temperaturas amenas para importantes áreas produtoras norte-americanas para os próximos dias. Mais a frente, o que preocupa um pouco mais são as temperaturas muito elevadas, acima da média, para todo cinturão.
Além do clima, os operadores acompanham a divulgação dos números semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). O relatório poderá indicar o ritmo da demanda pela soja norte-americana e servir como novo direcionador para as cotações, especialmente em um momento em que o mercado busca avaliar a competitividade do produto dos EUA.
Os investidores também seguem atentos ao comportamento do complexo da soja e do mercado de energia. Depois das fortes oscilações observadas nos últimos dias, uma eventual recuperação do óleo de soja e do petróleo pode oferecer suporte adicional ao grão, embora o cenário fundamental continue dominado pelas expectativas de uma safra volumosa nos Estados Unidos. Nesta quinta, tanto farelo, como óleo de soja trabalhavam em campo positivo.
No Brasil, a atenção permanece voltada para a formação dos preços nos portos e para o comportamento do câmbio. Mesmo com a pressão observada em Chicago ao longo desta semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sendo fatores que ajudam a sustentar as indicações no mercado físico, ainda que os negócios avancem de forma seletiva.
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