Soja busca direção em Chicago com clima favorável nos EUA e tensão geopolítica limitando novas baixas
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O mercado da soja segue operando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (6), ajustando suas posições e sua direção depois de um começo de semana bastante volátil. As cotações, por volta de 7h20 (horário de Brasília), recuavam entre 1,50 e 1,75 ponto, levando o novembro a US$ 11,73 e o janeiro a US$ 11,88 por bushel. Já entre os derivados, pequenos ganhos eram registrados e traziam algum suporte ao grão.
O principal direcionador das cotações continua sendo o clima nos Estados Unidos. As condições esperadas para os próximos dias são favoráveis ao desenvolvimento da nova safra americana, com chuvas regulares, apesar das altas temperaturas ainda aguardadas para todo o território do país.
Os mapas atualizados seguem indicando esse calor intenso para o período dos próximos seis a 10 dias, porém, com chuvas levemente acima da média para as princiapis regiões produtoras do Corn Belt, indicando um cenário menos ameaçador do que o observado semanas atrás.
Embora os fundamentos tenham um peso importante para as cotações neste momento, para a geopolítica não é diferente. A interferência sobre os grãos continua muito agressiva pelas notícias que partem do Oriente Médio - ainda sem acordo entre Irã e EUA - e da região do Mar Negro, com mais navios e estruturas portuárias sofrendo os ataques de Rússia e Ucrânia. Com isso, milho e trigo sobem nesta manhã de quinta-feira.
Com isso, o petróleo trabalha com estabilidade no pregão de hoje, com leves ganhos sendo observados no WTI e no brent, que já testaram variações muito agressivas nos últimos dias.
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