Soja sobe em Chicago nesta 2ª feira com petróleo e derivados dando suporte ao complexo

Publicado em 10/08/2026 07:47
Mercado se posiciona ainda diante do clima nos EUA e à espera do novo boletim do USDA

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Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (10), dando sequência ao movimento de recuperação observado no final da semana passada. O mercado encontra sustentação, principalmente, na nova valorização do petróleo e no avanço dos derivados da oleaginosa, que fortalecem o complexo

Por volta das 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 6 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 11,83 e o janeiro a US$ 11,98 por bushel. Entre os derivados, o óleo liderava o avanço com quase 1% de alta, enquanto o farelo subia pouco mais de 0,2%. 

O movimento ocorre em um ambiente de maior firmeza para as commodities energéticas. O petróleo avançava pela terceira sessão consecutiva nesta segunda, em meio às incertezas relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã e aos riscos envolvendo a segurança no Estreito de Ormuz.

O óleo de soja, por sua vez, vem encontrando espaço adicional de valorização diante de um cenário de políticas favoráveis aos biocombustíveis nos Estados Unidos. A ADM destacou recentemente justamente a melhora das margens de processamento e o ambiente favorável para os biocombustíveis como fatores positivos para seus negócios com oleaginosas. O farelo de soja acompanha o movimento de valorização. 

Além do cenário energético, os traders seguem atentos às condições da safra norte-americana e ao balanço de oferta e demanda que será atualizado pelo USDA nos próximos dias. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos traz seu novo reporte mensal de oferta e demanda nesta quarta-feira, dia 12,  e a expectativa pelo relatório mantém os traders cautelosos e na defensiva. 

Para o mercado brasileiro, a recuperação de Chicago tende a oferecer suporte às referências domésticas, embora o comportamento do dólar e dos prêmios nos portos continue sendo determinante para a formação dos preços em reais. A combinação entre Chicago mais firme e derivados valorizados melhora, neste momento, o ambiente para a comercialização da oleaginosa brasileira.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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