Déficit comercial da Alemanha com a China aumenta enquanto Pequim passa a depender menos da indústria europeia

Publicado em 09/08/2026 15:48 e atualizado em 10/08/2026 08:02

Logotipo Reuters

 

Por Rene Wagner

BERLIM, 9 Ago (Reuters) - O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, mesmo com a potência asiática continuando a ser seu principal parceiro comercial, segundo dados preliminares divulgados neste domingo pela agência estatal Germany Trade & Invest (GTAI).

As exportações alemãs para a China caíram mais de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco menos de 37 bilhões de euros entre janeiro e junho, segundo os dados, à medida que as empresas chinesas reduziram a dependência das importações europeias, fazendo com que a China passasse a ser apenas o nono maior mercado para os produtos alemães.

Em 2021, a China era o segundo maior mercado de exportação. Naquele ano, a Alemanha vendeu à China mercadorias no valor de 104 bilhões de euros, apesar dos efeitos da pandemia.

Agora, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades tanto com as tarifas dos EUA quanto com a concorrência chinesa, o que está provocando grandes cortes de pessoal em gigantes da indústria, como a montadora Volkswagen.

A China, porém, está vendendo cada vez mais para a Alemanha.

No primeiro semestre do ano passado, a Alemanha registrou um déficit comercial de 40 bilhões de euros com a China. Esse valor aumentou para cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano.

As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, para 91,8 bilhões de euros no período. O comércio total ultrapassou 128 bilhões de euros, 3 bilhões a mais do que com os Estados Unidos.

“As razões para o declínio das exportações para a China são a economia doméstica fraca e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor domésticas”, disse Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental do GTAI.

(Reportagem de Rene WagnerReportagem adicional de Dave Graham)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário