Soja sobe em Chicago nesta 4ª antes do novo relatório do USDA; óleo também sobe e contribui

Publicado em 12/08/2026 07:31
Dados mais aguardados são os de área, produtividade, exportações e estoques finais

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços da soja sobem na Bolsa de Chicago netsta  quarta-feira (12), à espera do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega hoje. O boleim será às 13h (horário de Brasília) e deixa o mercado mais cauteloso. Ainda assim, os futuros passam por um ajuste técnico depois da queda forte da sessão anterior. 

Assim, por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações 
subiam de 6,50 a 6,75 pontos nos principais vencimentos, com o novembro cotado a US$ 11,75 e o janeiro/27 a US$ 11,90 por bushel. No mesmo momento, subiam também os preços do farelo, trazendo um suporte adicional ao grão, enquanto o óleo recuava levemente. 

O movimento positivo dos futuros ocorre justamente em um momento de reposicionamento dos investidores antes dos números oficiais. Depois de sessões recentes de bastante volatilidade, o mercado busca antecipar possíveis ajustes nas projeções de produtividade, produção, estoques e demanda para a temporada 2026/27.

A expectativa sobre a produtividade norte-americana está entre os principais pontos de atenção. As condições das lavouras de soja vêm apresentando alguma deterioração de acordo com o último reporte semanal de acompanhamento de safra do USDA, porém, a nova safra não sofre, até aqui, grandes ameaças climáticas.

O cenário coloca o mercado diante de uma combinação de fatores, com uma safra que ainda apresenta potencial produtivo elevado, mas que também começa a sentir os efeitos de condições menos favoráveis em algumas áreas pontuais.

Além dos números de oferta, o mercado acompanha de perto a demanda externa, principalmente o comportamento das compras chinesas. Nas últimas semanas, novas aquisições de soja norte-americana pela China ajudaram a oferecer suporte aos preços, em um momento em que os traders também avaliam as perspectivas para o comércio entre os dois países. Ontem, a nação asiática comprou mais 136 mil toneladas da oleaginosa dos EUA. 

O mercado brasileiro também deverá acompanhar de perto a reação de Chicago ao relatório, principalmente em conjunto com o comportamento do dólar e dos prêmios de exportação. A combinação desses três fatores continuará sendo determinante para a formação das referências da soja no país ao longo dos próximos dias.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário