Raízen não vê repetição de ganhos nas margens com volatilidade da guerra, diz CEO
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SÃO PAULO, 14 Ago (Reuters) - A Raízen, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, não vê a repetição de ganhos com a volatilidade dos preços motivada pela guerra no Irã nos próximos trimestres, algo que colaborou para impulsionar os resultados no trimestre anterior, disse o CEO da companhia, Nelson Gomes, nesta sexta-feira.
Mas ele avalia que os ganhos de margens obtidos pela empresa com combate a fraudes e sonegação de impostos no setor são recorrentes.
"Eu não vejo que pra frente a gente vai ter a repetição das margens que a gente teve nesse trimestre. Eu vejo que elas serão melhores do que as margens que a gente viu no ano passado... mas a gente não vai ver a recorrência desses efeitos do cenário geopolítico que eu comentei", afirmou ele, em conferência com analistas para comentar os resultados trimestrais.
Ele ponderou que o mercado como um todo foi beneficiado no último trimestre pelos efeitos da guerra.
Mas ressaltou que, com as medidas para melhorar a eficiência na empresa e a melhora do ambiente regulatório, as margens tendem a melhorar na comparação anual nos próximos trimestres.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)
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