Algodão sobe e fecha semana com leve alta em NY

Publicado em 14/08/2026 15:58
Cotações tiveram avanço acima de 1% nesta 6ª feira (14)

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Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (14) em alta na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas registradas nas duas sessões anteriores. Na comparação semanal, os principais contratos também terminaram no campo positivo, com ganhos inferiores a 1%.

O contrato dezembro/26 avançou 1,30 cent (+1,56%), encerrando o dia cotado a 84,80 cents/lb. O vencimento outubro/26 subiu 1,24 cent (+1,50%), fechando a 83,60 cents/lb. O março/27 registrou ganho de 1,26 cent (+1,48%), para 86,68 cents/lb, enquanto o maio/27 avançou 1,20 cent (+1,39%), terminando a sessão a 87,84 cents/lb.

Na comparação semanal, o dezembro/26 passou de 84,40 para 84,80 cents/lb, acumulando alta de 0,40 cent (+0,47%). O outubro/26 avançou de 83,22 para 83,60 cents/lb, com ganho de 0,38 cent (+0,46%). O março/27 subiu de 86,18 para 86,68 cents/lb, alta de 0,50 cent (+0,58%), enquanto o maio/27 passou de 87,31 para 87,84 cents/lb, avanço de 0,53 cent (+0,61%).

Segundo o consultor independente Pery Pasotti Pedro, o principal fator de influência sobre o mercado nesta semana foi o relatório de oferta e demanda do USDA. Na avaliação do consultor, os números vieram mais altistas do que baixistas, embora, em termos de volume, o relatório tenha sido considerado neutro.

Entre os principais pontos, o USDA elevou a estimativa de produção do Brasil em 55 mil toneladas e reduziu em 30 mil toneladas a projeção para os Estados Unidos. A produção mundial foi estimada em alta de 82 mil toneladas em relação à temporada anterior. Do lado da demanda, porém, o consumo global foi projetado em alta de 211 mil toneladas, com aumentos de 109 mil toneladas tanto para a China quanto para a Índia.

Com o consumo crescendo acima da produção, a projeção para os estoques finais globais recuou em 335 mil toneladas. Para Pery, essa redução ainda não representa uma falta de algodão no mercado, mas indica uma tendência que pode ganhar relevância caso continue nos próximos meses.

Nos Estados Unidos, o USDA também reduziu a estimativa de abandono das lavouras de algodão, de 23% para 21%. Segundo Pery, os dados indicam que os produtores norte-americanos estariam optando por levar uma parcela maior da área até a colheita, mesmo diante de uma expectativa menor de produtividade, em vez de abandonar as lavouras por conta do seguro.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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