Com altas "fora de época", soja sobe mais de 1% na Bolsa de Chicago e preços sobem também no Brasil
![]()
O mercado internacional de grãos registra um movimento atípico para o período. Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (25) com ganhos superiores a 1%, impulsionados por fatores fundamentais ligados ao clima nas lavouras norte-americanas, relatórios de safra e à firmeza da demanda global. Assim, o vencimento novembro/26 terminou o dia com US$ 12,37 e o março/27 - referência para a safra brasileira - com US$ 12,58 por bushel.
A repercussão dessa alta externa se traduz rapidamente no mercado interno brasileiro, elevando as cotações nas principais praças produtoras e portos do país e abrindo novas janelas de oportunidade para os produtores rurais. Assim, como explicou o chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França Junior, os preços no mercado nacional seguem registrando os melhores momentos do ano.
A alta registrada em Chicago reflete um cenário de atenção redobrada sobre a reta final do desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. O monitoramento constante das lavouras norte-americanas — incluindo levantamentos de campo e dados de produtividade — tem mantido o mercado em alerta quanto ao potencial final de oferta. Além disso, o apetite por parte de compradores internacionais, com destaque para a China, segue firme na busca por assegurar volumes tanto do disponível quanto de contratos futuros.
IMPACTO NO MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, a alta externa combinada com prêmios firmes nos portos e a oscilação cambial garante sustentação aos preços internos. Mesmo diante de um período em que o foco começa a se dividir entre a reta final de escoamento do produto disponível e a preparação para a safra 2026/27, as cotações nas regiões produtoras encontram patamares atrativos.
França ressalta que, embora o momento seja favorável para a realização de negócios, o sojicultor brasileiro adota uma postura cautelosa. As incertezas climáticas projetadas para a próxima temporada — incluindo os reflexos do fenômeno El Niño sobre o regime de chuvas e o desenvolvimento inicial das lavouras — fazem com que o produtor busque escalonar suas vendas e proteger suas margens com planejamento estratégico. Ainda assim, o especialista relata que as oportunidades dos últimos dias foram muito bem aproveitadas pelos sojicultores brasileiros, em especial com negócios da safra nova, levando o ritmo a já superar a média dos últimos anos.
Para conferir todos os detalhes da análise de Flávio França Junior acompanhe o vídeo acima.
0 comentário
Soja acompanha mercados vizinhos e opera com ganhos de dois dígitos em Chicago nesta 2ª feira
Soja intensifica ganhos em Chicago com força das exportações e alta de mais de 1% dos derivados
Soja tem novas altas em Chicago nesta 5ª feira e retoma patamar dos US$ 11 nos vencimentos mais longos
Apesar de relatório neutro, soja fecha 3ª feira com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago
Com óleo de soja nas máximas em dois anos em Chicago, soja fecha em alta nesta 5ª