Soja mais cara derruba margem de esmagamento em MT ao menor nível para agosto em três anos

Pressão ocorre mesmo com processamento recorde em 2026, sustentado pela demanda do setor de biocombustíveis
Publicado em 01/09/2026 13:47 | Atualizado em 01/09/2026 14:31
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A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade das indústrias processadoras em agosto. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 11,97% em relação a julho e encerrou o mês em R$ 383,31 por tonelada, menor nível para agosto dos últimos três anos.

O movimento ocorreu em meio à forte alta da matéria-prima. A saca de soja no estado teve preço médio de R$ 130,88 em agosto, avanço de R$ 13,58 por saca, ou 11,58%, frente ao mês anterior.

De acordo com o Imea, a valorização esteve ligada ao período de entressafra e à alta das cotações internacionais, diante das preocupações com a safra 2026/27 dos Estados Unidos.

A compressão das margens ocorre, porém, em um ano de forte atividade das indústrias de Mato Grosso. Entre janeiro e julho, o esmagamento de soja atingiu 8,26 milhões de toneladas, alta de 4,62% frente ao mesmo período de 2025 e recorde para o intervalo.

Segundo o instituto, o avanço do processamento tem sido impulsionado pela demanda aquecida do setor de biocombustíveis.

O fortalecimento do mercado interno também tem alterado a destinação da soja produzida em Mato Grosso. O Imea destaca que, apesar de as exportações continuarem em bons volumes, a maior demanda doméstica tem limitado embarques mais expressivos do grão.

Na última semana de agosto, a soja disponível em Mato Grosso continuou avançando, passando de R$ 129,38 por saca na segunda-feira (24) para R$ 132,16 na sexta-feira (28).

No mercado internacional, o contrato de março de 2027 em Chicago também registrou valorização. A média semanal avançou 2,21%, para US$ 12,77 por bushel, enquanto a paridade de exportação para o mesmo período subiu 2,47%, para R$ 119,64 por saca.

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