Dólar ganha força ante real após dados fortes de emprego nos EUA
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 4 Set (Reuters) - O dólar ganhou força ante o real nesta manhã de sexta-feira após um relatório nos EUA indicar geração de postos de trabalho acima do esperado em agosto, enquanto no Brasil a disputa pela Presidência seguia no radar dos investidores.
Após abrir com variações modestas, às 9h44 o dólar à vista subia 0,41%, a R$5,1254 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,48%, aos R$5,1560.
Relatório do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que a economia norte-americana criou 162 mil postos de trabalho em agosto, quase três vezes a projeção de 56 mil vagas calculada por economistas ouvidos pela Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,1% em agosto, em linha com o esperado.
Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força -- em especial os de curto prazo, em meio às apostas de que o Federal Reserve poderá subir juros no curto prazo.
O dólar também ganhou força ao redor do mundo, firmando-se em alta ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.
Às 9h44, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,33%, a 99,290.
No Brasil, parte das atenções segue voltada para a corrida presidencial. A nova pesquisa do Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto na simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O resultado representa uma diminuição numérica da distância entre Lula e Flávio. No levantamento anterior, eles tinham 47% e 43%, respectivamente.
Nos últimos dias, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto trouxeram um viés de baixa para o dólar. De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da distância para Lula -- têm favorecido a queda do dólar ante o real.
O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira, antes dos números do Datafolha, com variação negativa de 0,04%, aos R$5,1043.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
(Por Fabrício de Castro; edição de Isabel Versiani)
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