Exportações de milho fecham agosto 32% abaixo de 2025 e aumentam atenção sobre ritmo dos embarques

Brasil embarcou 4,65 milhões de toneladas no mês; HeadPoint vê riscos para projeção anual caso desempenho mais fraco persista
Publicado em 04/09/2026 15:12

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As exportações brasileiras de milho encerraram agosto de 2026 com 4,65 milhões de toneladas embarcadas, volume 32% inferior às 6,85 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Como agosto de 2025 e agosto de 2026 tiveram 21 dias úteis, a diferença também aparece diretamente na média diária dos embarques, que caiu de 326,1 mil para 221,7 mil toneladas.

A receita obtida com as vendas externas recuou em ritmo menor. O faturamento passou de US$ 1,356 bilhão em agosto de 2025 para US$ 1,012 bilhão neste ano, queda de 25,3%.

A diferença entre a queda do volume e da receita foi parcialmente compensada pelo preço médio das exportações. A tonelada saiu, em média, por US$ 217,40 em agosto deste ano, 9,8% acima dos US$ 197,93 registrados um ano antes.

O fechamento do mês reforça a atenção sobre o ritmo das exportações brasileiras para o restante do ano.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o coordenador de inteligência de mercado da HeadPoint, Luiz Fernando Gutierrez, destacou que os embarques vêm abaixo do esperado e que a continuidade desse desempenho pode exigir uma revisão das projeções para a temporada.

Atualmente, a HeadPoint trabalha com exportações brasileiras de milho próximas a 41 milhões de toneladas, volume semelhante ao registrado no ano passado. Gutierrez, porém, pondera que essa estimativa pode ser reduzida caso os embarques semanais não ganhem força nos próximos meses.

Entre os pontos de atenção citados pelo analista estão as incertezas envolvendo a demanda do Irã e a concorrência da Argentina no mercado internacional, diante da maior disponibilidade do cereal argentino e de preços competitivos.

Com agosto encerrado bem abaixo do resultado de 2025, setembro passa a ser importante para avaliar se o Brasil conseguirá acelerar os embarques e reduzir a distância em relação ao programa esperado para o ano.

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