Maçã/Cepea: Após cinco meses de queda, cotações sobem em agosto
Durante o desenvolvimento dos pomares na temporada 2025/26, as boas condições térmicas e a baixa pressão de doenças impulsionaram o potencial produtivo em toda região Sul. Nesse cenário, as expectativas eram de recuperação dos patamares produtivos, superando a quebra na produção enfrentada nos dois anos anteriores. De fato, com a chegada das colheitas no primeiro semestre de 2026, as expectativas foram consolidadas e houve um aumento significativo na oferta de frutas no mercado interno. Em resposta, os níveis de estoque nas regiões classificadoras aumentaram e as cotações foram pressionadas ao longo do período. De fato, de abril a julho, a gala graúda Cat 3 se desvalorizou cerca de 40% na média das regiões classificadoras e, em alguns perfis de fruta, os custos eram maiores que os valores de comercialização. Apesar das condições não tão favoráveis, no início do segundo semestre, com as colheitas já finalizadas, a oferta assumia comportamento de queda, indicando possíveis recuperações nos próximos meses. Mesmo com julho ainda demonstrando queda nos preços, em agosto, pela primeira vez em cinco meses, as cotações fecharam em alta. Para a fuji graúda Cat 1, na média das regiões classificadoras, as cotações registraram aumento de 20,78% na comparação entre as médias de julho. Na gala de mesmo perfil, assumindo comportamento semelhante, os preços também subiram 16,05% no mesmo comparativo. Apesar de valores mais altos, ao se comparar os preços de comercialização em agosto deste ano com os de agosto do ano passado, nota-se que as cotações estão 27,08% menores para a gala e 30,93% menores para a fuji. Tal condição é explicada especialmente por conta da forte recuperação do volume produzido neste ano em comparação com o anterior. Para o restante do ano, à medida que a oferta for se controlando, é esperado que a tendência de alta das cotações permaneça, caracterizando o movimento de recuperações graduais ao longo do segundo semestre.
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