Algodão fecha com movimentos mistos em Nova York nesta 3ª feira (15)

Itaú BBA vê cenário global mais ajustado e perspectiva construtiva para os preços
Publicado em 15/09/2026 16:19

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Os preços do algodão encerraram a sessão desta terça-feira (15) com movimentos mistos na Bolsa de Nova York. O contrato outubro/26 avançou 0,46 cent (+0,57%), fechando a 81,10 cents/lb, enquanto o dezembro/26 recuou 0,07 cent (-0,08%), para 84,48 cents/lb. O março/27 perdeu 0,13 cent (-0,15%), terminando a 86,99 cents/lb, e o maio/27 cedeu 0,12 cent (-0,14%), encerrando a 88,38 cents/lb.

No acompanhamento da safra dos Estados Unidos, 57% das lavouras já haviam apresentado abertura das cápsulas até domingo, enquanto 8% já haviam sido colhidas. A parcela classificada como boa ou excelente ficou em 36%, dois pontos percentuais acima da semana anterior.


Em relatório mensal divulgado nesta terça-feira, o Itaú BBA avalia que a redução da produção e dos estoques globais reforça uma perspectiva mais construtiva para os preços do algodão. A consultoria destacou ainda que as cotações avançaram com força em agosto, apoiadas pelo cenário de estoques menores, pelos riscos à produção nos principais países e pela expectativa de demanda mais firme. No Brasil, a valorização externa e as exportações recordes ajudaram a compensar a pressão da colheita.

O avanço dos preços ganhou força após o relatório de oferta e demanda do USDA indicar um cenário mais apertado para os Estados Unidos. Apesar da expectativa de uma safra volumosa, o órgão elevou a projeção de exportações e reduziu os estoques finais, reforçando a avaliação de que a demanda poderia absorver parte relevante da produção e limitando a pressão baixista sobre o mercado.

Na atualização de setembro, o USDA voltou a reduzir a estimativa de produção dos EUA, diante de ajustes de produtividade e área colhida, levando também a uma queda dos estoques finais do país. Ao mesmo tempo, elevou a projeção de consumo brasileiro, enquanto manteve praticamente estáveis as expectativas para as importações da União Europeia. Com isso, os estoques mundiais recuaram em relação ao relatório anterior, deixando o balanço global de 2026/27 mais ajustado.

Para o Brasil, o Itaú BBA considera provável uma expansão da área de algodão na safra 2026/27, favorecida pelos preços mais atrativos da pluma. A definição, porém, dependerá do ritmo de plantio da soja e das condições climáticas. A consultoria também aponta uma redução da produção chinesa em relação à temporada anterior, após impactos de condições climáticas adversas em algumas regiões, embora o quadro geral das lavouras permaneça acima da média histórica.

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