Synkka lança tecnologias para integrar tratamento de sementes, nutrição de plantas sinergica com bioinsumos e adaptação climática
A busca por maior eficiência agronômica e pela integração entre diferentes tecnologias de manejo está mudando a forma como novas soluções chegam ao campo. É nesse cenário que a Synkka inicia sua operação comercial com um portfólio de 11 tecnologias proprietárias voltadas ao solo, tratamento de sementes, nutrição foliar, adaptação climática e adjuvantes. Três das tecnologias já possuem pedidos de patente depositados.
Entre os destaques do portfólio está uma linha de tratamento de sementes desenvolvida com alta compatibilidade com bactérias Gram-negativas utilizadas em inoculantes - característica ainda pouco encontrada no mercado e que busca ampliar as possibilidades de associação entre tecnologias químicas e biológicas no tratamento das sementes.
A questão ganha relevância diante da expansão do uso de bioinsumos na agricultura brasileira. Na prática, a compatibilidade entre produtos utilizados no tratamento de sementes e os microrganismos presentes nos inoculantes pode ser um fator importante para produtores que buscam integrar diferentes ferramentas no manejo.
“O produtor não está mais olhando para uma tecnologia de forma isolada. Ele quer entender como aquela solução se comporta dentro do sistema produtivo e, principalmente, como ela pode trabalhar em conjunto com outras ferramentas, como os bioinsumos”, afirma Ithamar Prada, CEO da Synkka.
A empresa também desenvolveu uma linha dedicada à adaptação climática, concebida para aumentar a resiliência das plantas diante de condições ambientais adversas. A tecnologia chega ao mercado em um momento em que a maior variabilidade climática tem ampliado a necessidade de soluções capazes de ajudar as lavouras a enfrentar situações de estresse. Entre os cenários considerados pela companhia estão os efeitos esperados do El Niño na próxima safra.
“Não basta pensar apenas em produtividade. A agricultura precisa de tecnologias que ajudem a planta a responder melhor às condições que encontramos no campo, inclusive quando o ambiente foge do ideal. A adaptação climática passou a fazer parte da estratégia produtiva”, explica Prada.
Pesquisa antes da chegada ao mercado
O portfólio é resultado de um período de pesquisa, desenvolvimento e validação em diferentes culturas e condições de cultivo. De acordo com dados levantados pela própria empresa, os ensaios realizados em campo registraram ganho médio de 7% em produtividade, com 96% de respostas positivas.
A estratégia da Synkka parte da percepção de que o produtor passou a avaliar tecnologias não apenas pelo potencial de aumento de produtividade, mas também por fatores como eficiência no uso de nutrientes, retorno econômico, praticidade operacional, integração com bioinsumos e capacidade de lidar com condições climáticas adversas.
Além do tratamento de sementes e da adaptação climática, o portfólio inclui fertilizantes foliares formulados para disponibilizar nutrientes de maneira gradual e uma linha de adjuvantes desenvolvida para potencializar a performance de bioinsumos.
“Nosso objetivo foi desenvolver tecnologias que façam sentido dentro da realidade da fazenda. A inovação precisa entregar eficiência agronômica, mas também precisa ser prática e conversar com o restante do manejo. É essa integração que pode gerar um resultado mais consistente para o produtor”, destaca o CEO.
Estratégia de entrada no mercado
As 11 tecnologias já estão disponíveis comercialmente para a safra 2026/2027. Como parte da estratégia de entrada no mercado, a Synkka pretende levar as soluções diretamente para 100 produtores, permitindo que as tecnologias sejam avaliadas nas condições reais de cada propriedade.
A atuação comercial começa concentrada na região Sudeste e nas principais áreas agrícolas do Cerrado brasileiro. A empresa projeta alcançar mais de 1 milhão de hectares atendidos e R$ 300 milhões em faturamento até 2030.
“Queremos que o produtor veja a tecnologia funcionando dentro da própria fazenda. É ali que conseguimos medir o que realmente importa: desempenho agronômico, eficiência e retorno. A nossa proposta é construir essa relação a partir de resultado de campo”, afirma Prada.