Dólar tem variações modestas após nova pesquisa eleitoral e antes de leilões do BC
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 18 Set (Reuters) - O dólar operava com variações modestas ante o real nesta manhã de sexta-feira, com investidores ponderando a nova pesquisa eleitoral do Datafolha e à espera de dois leilões cambiais extraordinários do Banco Central, enquanto no exterior a moeda norte-americana subia ante as divisas fortes.
Às 9h17, o dólar à vista subia 0,11%, a R$5,1450 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,32%, aos R$5,1565.
O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com baixa de 0,25%, aos R$5,1392, na esteira do fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O leve recuo do dólar ocorreu a despeito do mal-estar no mercado com o anúncio do governo de reajuste do Bolsa Família, que prevê impacto fiscal de R$5,8 bilhões este ano e US$22 bilhões no próximo.
Nesta manhã de sexta-feira, os investidores digerem nova pesquisa do Datafolha mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Nas últimas semanas, algumas pesquisas favoráveis a Flávio têm sustentado o “trade eleitoral”, que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Os investidores também aguardam nesta sexta-feira dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos do Banco Central, programados para as 10h30. A oferta total será de US$1 bilhão.
Os leilões, que buscam dar liquidez ao mercado à vista, foram anunciados na noite de quinta-feira.
Às 11h30, o BC realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 1º de outubro.
No exterior o dólar sustentava ganhos ante boa parte das divisas fortes nesta manhã, com destaque para o iene, após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua taxa de juros para 1,25%, mas com dois dos membros do comitê de política monetária se opondo à decisão. A dissidência colocou em dúvida novos aumentos no futuro.
Às 9h38, o dólar tinha alta de 1,19% em relação ao iene, a 157,82, enquanto o euro era negociado a US$1,1464, em queda de 0,10% no dia. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo o iene e o euro -- subia 0,24%, a 100,490.
(Edição de Isabel Versiani)
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