Café pouco muda em NY, mas preços seguem sustentados no Brasil nesta 6ª feira (18)
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Os futuros do café arábica encerraram a sexta-feira (18) com recuperação na Bolsa de Nova York, após as perdas mais intensas registradas na sessão anterior. O movimento, porém, não representou uma mudança significativa no quadro do mercado internacional, enquanto, no Brasil, os preços físicos continuaram mostrando maior resistência.
Em Nova York, os contratos voltaram ao campo positivo nesta sexta-feira depois da forte pressão observada na quinta. A recuperação teve importante componente técnico, com a fraqueza do dólar estimulando a cobertura de posições vendidas e ajudando os futuros a recuperarem parte das perdas recentes.
Assim, os principais contratos subiram de 340 a 400 pontos, levando o dezembro a 280,50 e o março a 271,95 cents de dólar por libra-peso. Assim, a reação desta sexta-feira aparece, por enquanto, muito mais como uma recomposição depois das perdas recentes do que como uma alteração consistente dos fundamentos que vêm conduzindo o mercado.
BRASIL CONSEGUE MANTER REFERÊNCIAS
No mercado brasileiro, porém, os preços físicos seguem sustentados, encontrando suporte principalmente no câmbio e na postura mais cautelosa dos vendedores, e apesar de toda a volatilidade que ainda marca forte os futuros nas bolsas internacionais.
Entre as praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas para o cereja descascado, estabilidade em quase todas e referências que variam entre R$ 1634,00 a R$ 1730,00 por saca. Já para o tipo 6 bebida dura, de R$ 1570,00 a R$ 1635,00, também estáveis os preços em todas as praças pesquisadas.
Com produtores sem grande necessidade de acelerar a comercialização, os negócios seguem acontecendo de forma mais pontual, e a menor disposição de venda ajuda a limitar movimentos mais expressivos de baixa nas principais praças produtoras.
A entrada da safra brasileira aumentou a disponibilidade de café e retirou parte da pressão altista observada anteriormente, mas isso não significa necessariamente uma oferta abundante aos preços pretendidos pelos compradores. A comercialização mais cadenciada passa, portanto, a desempenhar papel importante na formação das referências internas.
Nesse cenário, o mercado físico brasileiro ganha dinâmica própria, determinada não apenas pelo comportamento de Nova York, mas pela combinação entre câmbio, necessidade dos compradores e disposição de venda dos produtores.
Ao mesmo tempo, as atenções começam gradualmente a se voltar para a próxima safra brasileira. O comportamento das chuvas, o desenvolvimento das floradas e as condições das lavouras serão determinantes para confirmar — ou não — as expectativas de maior disponibilidade no próximo ciclo.
Assim, o café termina a semana com Nova York recuperando parte das perdas recentes, enquanto o mercado brasileiro mostra maior resistência à volatilidade externa.
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