Economista-chefe do BCE vê retorno da inflação à meta a partir de meados de 2027, segundo jornal

Publicado em 22/09/2026 07:03 | Atualizado em 22/09/2026 07:45

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ZURIQUE, 22 Set (Reuters) - O choque de energia que está elevando os preços do petróleo e do gás deve se prolongar por mais tempo do que o Banco Central Europeu havia previsto em março, já que os riscos geopolíticos parecem estar novamente elevados, disse o economista-chefe do BCE, Philip Lane, ao jornal suíço Le Temps.

“Como resultado, acreditamos que essa segunda onda de aumentos nos preços da energia deve levar a uma inflação mais alta e mais persistente, antes de recuar em direção à nossa meta a partir de meados de 2027”, disse Lane.

Questionado se via efeitos de contágio em outros preços, como os da eletricidade ou dos serviços, Lane disse:

“Até agora, de fevereiro até o momento, isso não ocorreu, e essa é a boa notícia. No entanto, a segunda onda de aumentos nos preços da energia que estamos vendo hoje provavelmente exercerá pressão de alta sobre os preços dos alimentos, da energia de maneira mais ampla — incluindo a eletricidade — e dos preços dos bens em geral. Em contrapartida, as pressões sobre os serviços devem permanecer relativamente contidas.”

(Por Dave Graham)

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