Ibovespa recua com pressão de Vale e bancos

Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,53%, a 185.606,05 pontos, mas chegou a 184.976,81 na mínima até o momento. O volume financeiro somava R$4,8 bilhões.
Publicado em 22/09/2026 11:29 | Atualizado em 22/09/2026 12:11

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O Ibovespa recuava nesta terça-feira, perdendo o patamar dos 185 mil pontos no pior momento, com bancos e Vale entre as maiores pressões negativas.

Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,53%, a 185.606,05 pontos, mas chegou a 184.976,81 na mínima até o momento. O volume financeiro somava R$4,8 bilhões.

Investidores também analisavam nova pesquisa Quaest, divulgada na noite da véspera, que referendou o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo Palácio do Planalto. 

O Banco Central também divulgou mais cedo ata da última reunião de política monetária do Banco Central, que manteve o tom do comunicado que acompanhou a decisão da semana passada de reduzir a Selic a 13,75% ao ano.

Na visão de economistas do Bradesco, o documento trouxe poucos elementos novos. 

"As adições foram pontuais e razoavelmente favoráveis à continuidade do ciclo de flexibilização, mantendo as linhas gerais do comunicado, ou seja, confirmando um colegiado bastante dependente dos dados."

A Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, também ocupava as atenções, com discursos do presidente Lula e do seu par norte-americano, Donald Trump, além de possíveis reuniões bilaterais no evento. 

Em Nova York, o índice acionário S&P 500 subia 0,1%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,9511%, de 4,963% na véspera.

Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em uma tendência de alta depois de muito tempo indefinido ou em baixa.

"Apesar disso, vale destacar que o índice demonstra dificuldade em superar resistências e que o movimento de valorização ainda está seletivo e presente em um grupo restrito de ativos", acrescentaram no relatório Diário do Grafista.

Eles calculam que se o Ibovespa superar 189.500 pontos abrirá um espaço para mais altas, em busca da máxima histórica, em 199.300 pontos.

Do lado da baixa, eles pontuaram que o índice testou o suporte em 183.200 pontos e que abaixo desse patamar iniciará um movimento de realização e poderá atingir o importante suporte em 173.600 pontos, que sustenta a tendência de alta.  

DESTAQUES

• ITAÚ PN perdia 0,97%, após desempenho robusto na véspera, enquanto investidores seguem atentos a potenciais medidas macroprudenciais para lidar com o nível elevado de endividamento da população brasileira. BANCO DO BRASIL ON recuava 1,44%, BTG PACTUAL UNIT caía 0,76% e BRADESCO PN cedia 0,06%. SANTANDER BRASIL UNIT mostrava declínio de 0,3%, com novos movimentos do seu controlador, o espanhol Santander, relacionados à oferta de troca para a aquisição das ações em circulação da subsidiária brasileira.

• VALE ON recuava 0,65%, em meio à queda dos futuros do minério de ferro na China, pressionados por perspectivas fracas de demanda no curto prazo. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian < DCIOcv1> caiu 1,05%, a 708 iuans (US$105,70) por tonelada. A Vale também confirmou nesta terça-feira a aquisição de uma participação de 30% na mineradora Ligga S.A., por meio de aporte de capital de aproximadamente US$190 milhões, e a assinatura de um contrato de compra de minério de ferro sinter feed produzido pela empresa.

• PETROBRAS PN avançava 0,1% e PETROBRAS ON subia 0,19%, mesmo com o declínio do petróleo no exterior, embora distante das mínimas. O barril sob o contrato Brent cedia 1,09%, a US$99,25, refletindo melhora das perspectivas de fornecimento da commodity no Golfo Pérsico, com notícias de que Irã sinalizou que poderia reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, enquanto a Arábia Saudita se prepara para retomar as exportações de seu porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Investidores também estão atentos a um eventual avanço diplomático na Assembleia Geral das Nações Unidas.

• VIVARA ON perdia 4,2%, em sessão de ajustes, após duas altas seguidas, sendo que apenas na véspera o papel subiu quase 5,5%. O índice de consumo na B3 recuava 0,79%, tendo como pano de fundo ainda o avanço nas taxas dos contratos de DI.

• TOTVS ON subia 1,4%, no segundo pregão seguido com sinal positivo. Em relatório mais cedo neste mês, analistas do Citi afirmaram que a inteligência artificial pode ampliar a relevância da Totvs dentro da base de clientes, em vez de ameaçar sua oferta principal, mas ressaltaram que evidências concretas de adoção e monetização serão fatores essenciais a acompanhar daqui para frente.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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