Conab registra germinação de trigo na própria planta em SP e produtividade baixa no PR

Colheita nacional chega a 21,6%; excesso de umidade mantém pressão sobre qualidade e doenças em áreas do Centro-Sul
Publicado em 22/09/2026 14:11

Logotipo Notícias Agrícolas

A colheita brasileira de trigo chegou a 21,6% da área até 18 de setembro, mas o avanço da retirada dos grãos ocorre em meio a novos sinais de impacto das condições climáticas sobre lavouras do Centro-Sul.

Em São Paulo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) relata que o excesso de chuva e as baixas temperaturas geram preocupação e que já são observados grãos germinando na própria planta nas regiões mais afetadas pelas precipitações.

No Paraná, as lavouras apresentam bom desenvolvimento de maneira geral e a colheita é priorizada nos intervalos sem chuva. A produtividade obtida até o momento, porém, é considerada baixa pela estatal.

O cenário reforça as preocupações com a qualidade da safra que já começaram a aparecer nos primeiros lotes comerciais do Centro-Sul. Levantamento publicado pelo Notícias Agrícolas nesta terça-feira (22) mostrou relatos de maior presença de trigos tipos 2 e 3 no Paraná e em São Paulo, com menor disponibilidade de tipo 1 e redução de parâmetros como PH, força de glúten e Falling Number.

Em Santa Catarina, a pressão fitossanitária também permanece elevada. Nas regiões Oeste e Extremo Oeste, as áreas mais precoces estão entre espigamento, florescimento e enchimento de grãos e são consideradas mais sensíveis à continuidade das chuvas. A Conab destaca atenção para giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares.

No Rio Grande do Sul, por outro lado, o tempo seco favoreceu a entrada das máquinas para os manejos, enquanto boa luminosidade e temperaturas adequadas contribuíram para o desenvolvimento das lavouras.

As geadas registradas durante a semana não atingiram as regiões onde as lavouras estão em fase reprodutiva, reduzindo o risco de perdas associado ao frio neste momento.

Em Minas Gerais, a colheita está bastante adiantada e não houve registro de perdas provocadas pelas chuvas na fase final de maturação e colheita. Goiás também caminha para o encerramento sem perdas associadas às precipitações recentes, enquanto Mato Grosso do Sul já concluiu os trabalhos.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário