Dólar se reaproxima dos R$5,15 sob influência do exterior e de pesquisa eleitoral
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O dólar iniciou a quarta-feira em alta ante o real, reagindo ao avanço da moeda norte-americana no exterior e a uma nova pesquisa eleitoral no Brasil mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperando vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno.
Às 9h40, o dólar à vista subia 0,80%, a R$5,1450 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,79%, aos R$5,1505.
A nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 47,7% das intenções de voto no segundo turno na disputa pelo Planalto, contra 47,4% de Flávio. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.
No entanto, o resultado coloca Lula novamente na liderança numérica, já que no levantamento anterior o petista tinha 46,8% e Flávio somava 47,2%.
Nas últimas semanas, a percepção de fortalecimento da candidatura de Flávio vinha favorecendo o chamado “trade eleitoral”, que se traduz no avanço do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como o leve fortalecimento de Lula no segundo turno da pesquisa Atlas/Bloomberg -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.
O cenário externo é outro fator altista para as cotações nesta quarta-feira, com a moeda norte-americana ganhando força ante quase todas as demais divisas. Por trás do movimento está a perspectiva de nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, em meio aos impactos inflacionários da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, se falaram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York -- o primeiro contato desse tipo desde que um acordo provisório de cessar-fogo fracassou em julho. Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que precisava decidir se faria um acordo com o Irã ou se “aniquilaria” o país.
Às 9h40, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,40%, a 100,950.
O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com baixa de 0,08% no Brasil, aos R$5,1040.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 30.000 contratos para 1º de outubro.
(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)
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