Café sobe mais de 1% em NY nesta 6ª feira (25) com dólar fraco e cobertura de posições vendidas

Arábica recupera parte das perdas recentes, mas maior oferta global, avanço das exportações brasileiras e boas perspectivas para a próxima safra ainda limitam reação
Publicado em 25/09/2026 15:39

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Os preços do café arábica voltaram a subir na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (25), recuperando parte das perdas acumuladas nas últimas sessões. A fraqueza do dólar abriu espaço para uma cobertura de posições vendidas e deu suporte às cotações, embora o mercado continue pressionado pelas perspectivas de maior oferta global. Na conclusão dos negócios desta sexta, o vencimento dezembro/26 fechou o dia com alta de 1% e valendo 287,10 e o março foi a 270,95 cents/lb, subindo 1,21%. 

O movimento deste 25 de setembro acontece depois de semanas de pressão sobre as cotações e tem, até aqui, forte componente técnico. O mercado especulativo voltou recentemente a carregar uma posição líquida vendida no café, enquanto a valorização do dólar vinha contribuindo para aumentar a pressão sobre os futuros. Nesta sexta, porém, a mudança de direção da moeda norte-americana favoreceu a recomposição das cotações e estimulou a cobertura dessas posições.

Frente ao real, porém, as a baixa foi tímida nesta sexta, de apenas 0,06%, com a divisa ainda próxima dos R$ 5,19. 

Apesar da recuperação, os fundamentos que pressionaram o café nas últimas semanas permanecem no radar. O mercado trabalha com perspectivas de maior disponibilidade global da commodity, ao mesmo tempo em que o Brasil amplia sua presença no mercado internacional com a conclusão da colheita.

Além disso, as condições climáticas nas áreas produtoras brasileiras seguem sendo acompanhadas de perto. As chuvas recentes chegaram em um período importante para as floradas e para o desenvolvimento da safra 2026/27, reforçando as expectativas de recuperação da produção caso o clima continue favorável.

Na quinta-feira (24), o café já havia negociado em um ambiente de baixa liquidez, com pouca presença comercial em Nova York e Londres. Ao mesmo tempo, a força do dólar pressionava moedas de importantes países produtores, incluindo o real brasileiro.

Assim, embora a recuperação desta sexta alivie parte das perdas recentes, o movimento ainda não caracteriza uma mudança no quadro fundamental do café. O mercado segue dividido entre o ajuste das posições especulativas no curto prazo e, de outro lado, as expectativas de maior oferta e de uma safra brasileira mais volumosa em 2026/27.

Para o produtor brasileiro, portanto, a recuperação de Nova York traz algum alívio, mas câmbio, evolução das floradas e comportamento do mercado físico continuam decisivos para a formação dos preços.

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