Dólar supera R$5,20 sob influência do exterior e de nova pesquisa
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 28 Set (Reuters) - O dólar iniciou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com investidores também reagindo a uma nova pesquisa eleitoral no Brasil.
Às 9h31, o dólar à vista subia 0,39%, a R$5,2035 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,23%, aos R$5,2055.
A segunda-feira é até o momento de alta do petróleo no exterior, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana um acordo.
Nos mercados de moedas, isso se traduzia na alta do dólar ante divisas de emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real.
No Brasil, o movimento encontrou suporte ainda na nova pesquisa BTG/Nexus para o Planalto, mostrando vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de segundo turno.
Lula tem 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois ainda estão em empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha os mesmos 46% e Flávio somava 45%.
No mercado, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a ampliação da vantagem numérica de Lula no segundo turno -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.
Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$5,055 bilhões em agosto, um pouco acima do saldo negativo de US$4,9 bilhões projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, o investimento direto no país (IDP) atingiu US$7,396 bilhões, contra US$6,9 bilhões projetados.
No boletim Focus divulgado nesta manhã, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. Já a projeção para a inflação em 2026 passou de 4,92% para 4,99% e em 2027 foi de 4,30% para 4,31%. As expectativas para a taxa básica Selic estão em 13,50% e 12,00% para este e o próximo ano, respectivamente. A taxa básica está atualmente em 13,75%.O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,19%, aos R$5,1834.
(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)
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