Exportações de milho perdem ritmo em setembro e ampliam distância para 2025

Média diária dos embarques fica 25,7% abaixo do ano passado após diferença ter recuado para 16,7% na segunda semana do mês
Publicado em 28/09/2026 15:31

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As exportações brasileiras de milho perderam ritmo ao longo de setembro e voltaram a ampliar a distância em relação ao desempenho registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Até a quarta semana de setembro, com 18 dias úteis contabilizados, o Brasil embarcou 4,60 milhões de toneladas do cereal. A média diária ficou em aproximadamente 255,4 mil toneladas, 25,7% abaixo das 343,8 mil toneladas por dia registradas em setembro de 2025.

O resultado representa uma piora em relação ao início do mês. Após os quatro primeiros dias úteis, a média diária dos embarques estava 18,1% abaixo do ano passado. Na segunda parcial, com oito dias úteis, a diferença havia diminuído para 16,7%.

Desde então, porém, os embarques perderam força. Considerando apenas os dez dias úteis adicionados após a segunda parcial, a média ficou próxima de 230,8 mil toneladas por dia, abaixo do ritmo observado no começo de setembro.

A trajetória interrompe, ao menos por enquanto, a recuperação observada depois do fechamento fraco de agosto. No mês passado, a média diária das exportações terminou 32% abaixo de agosto de 2025.

O preço médio continua limitando parte do impacto sobre a receita. A tonelada exportada em setembro ficou em aproximadamente US$ 238,10, valor 20% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Com isso, a receita média diária apresenta queda menor que a observada no volume, recuando 10,9% na comparação anual.

O desempenho mantém a atenção sobre o ritmo do programa brasileiro de exportações de milho para os últimos meses do ano, especialmente depois de setembro ter começado reduzindo a diferença frente a 2025 e voltar a perder força nas semanas seguintes.

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