Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
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Os preços da soja iniciam esta sexta-feira (2) em baixa na Bolsa de Chicago, dando continuidade ao movimento negativo da sessão anterior. Por volta das 7h26 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam entre 5 e 6,5 pontos. O novembro/26 era negociado a US$ 12,77 por bushel, com queda de 6,50 pontos, enquanto janeiro/27 perdia 6,25 pontos, a US$ 12,94. Março/27 operava a US$ 13,04 e maio a US$ 13,13 por bushel.
Além das perdas do grão, chama atenção nesta manhã o comportamento dos derivados. O farelo de soja recuava 1,39%, a US$ 348,40 por tonelada curta, adicionando pressão às cotações da oleaginosa. Na direção contrária, o óleo de soja subia 0,37%, aos 67,63 cents por libra-peso, ajudando a limitar uma queda mais intensa do grão. A fraqueza do farelo merece atenção depois da pressão já registrada na sessão anterior.
O mercado continua digerindo, sobretudo, os sinais vindos da demanda chinesa. Depois do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, a China anunciou redução de tarifas para uma série de produtos agrícolas norte-americanos, porém manteve a soja fora da lista. Assim, o grão dos Estados Unidos continua sujeito à tarifa adicional de 10%.
Ao mesmo tempo, surgem sinais de cautela com o próprio tamanho da demanda chinesa. Os estoques de soja nas esmagadoras do país estão nos maiores níveis em 15 anos, enquanto margens pouco atrativas de processamento e uma demanda mais fraca por ração podem reduzir a necessidade de novas importações no quarto trimestre.
Por outro lado, os números de exportação divulgados nesta quinta-feira pelo USDA deram algum suporte ao mercado. Os EUA venderam 1,034 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 24 de setembro, com a China liderando as compras, com 589,4 mil toneladas, e os números ficando acima das projeções do mercado.
Assim, Chicago começa esta sexta-feira dividida entre uma demanda chinesa que continua aparecendo nas compras semanais, mas que levanta dúvidas para os próximos meses, e a pressão sazonal da entrada da safra norte-americana.
Nos mercados vizinhos, o milho também operava no vermelho nesta manhã, com perda de 0,40%, enquanto o trigo avançava 0,51%.
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