Chuva forte avança pelo Centro-Sul e calor segue intenso em outras regiões
O tempo no Brasil deve mudar de forma significativa nos próximos dias, com a passagem de frentes frias, a formação de um cavado pré-ciclônico e o avanço de áreas de instabilidade sobre importantes regiões produtoras. De acordo com o meteorologista Denis Garcia, da Meteored, os temporais ganham força inicialmente no Sul e, na sequência, avançam em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste, aumentando o potencial para chuva forte em diferentes áreas do país.
Na terça-feira, os maiores volumes estão previstos para o litoral norte de Santa Catarina e para o sul e a região central do Paraná, onde os acumulados podem chegar a 60 mm. Também há previsão de chuva mais intensa na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, com volumes próximos de 40 mm.
Nas demais áreas, a chuva deve ocorrer de forma mais pontual e com volumes menores, entre 10 mm e 20 mm, principalmente no restante de São Paulo, sul de Minas Gerais e Mato Grosso.
Para a quarta-feira, a previsão indica uma breve estabilização e redução dos volumes na maior parte do território nacional, registrando condições mais firmes e chuvas pontuais concentradas principalmente sobre o estado do Amazonas.
Ciclone extratropical
O cenário volta a mudar a partir de quinta-feira com a atuação de um cavado sobre o Sul do país, fenômeno que antecede a formação de um ciclone extratropical. A instabilidade afeta áreas de países vizinhos como Argentina, Paraguai e Uruguai, atingindo com força o oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem oscilar entre 60 mm e 70 mm pontuais.
Já na sexta-feira, uma frente fria avança sobre Santa Catarina, Paraná e oeste de Mato Grosso do Sul, provocando volumes de 25 mm a 30 mm. No território gaúcho, especialmente na região de São Borja, os índices pontuais podem atingir 90 mm.
De acordo com o meteorologista Denis Garcia, do Meteored, o sistema trará impactos significativos: "A gente já tem um cavado atuando sobre a Região Sul do país, esse cavado antecede a formação do ciclone. Com isso, a gente tem instabilidades atuando sobre áreas da Argentina, Paraguai, Uruguai e também no Rio Grande do Sul."
Entre os dias 7 e 13 de outubro, os acumulados mais elevados concentram-se no oeste do Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná, onde as medições podem ultrapassar 150 mm. No restante da Região Sul, as projeções situam-se entre 80 mm e 120 mm, enquanto São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Amazonas devem registrar acumulados mais modestos, entre 20 mm e 50 mm.
A partir do dia 12 e até meados de 20 de outubro, a tendência é de deslocamento da faixa de maior umidade para o norte, proporcionando trégua em grande parte do Rio Grande do Sul, mas mantendo chuvas volumosas acima de 150 mm no Paraná e Santa Catarina, alcançando também o estado de São Paulo e o extremo sul de Minas Gerais. O avanço das precipitações também deve contemplar Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o sul de Goiás com volumes superando 40 mm.
* Com auxílio de IA
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