Milho sobe mais de 2% em Chicago com colheita atrasada nos EUA, enquanto dólar pressiona B3
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Os preços internacionais do milho encerraram a terça-feira (6) com forte valorização na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas recentes diante do avanço mais lento da colheita norte-americana e de novos sinais de demanda externa.
O contrato dezembro/26 terminou negociado a US$ 5,08 por bushel, com alta de 10,75 pontos, ou 2,16%. Março/27 também avançou 10,75 pontos, para US$ 5,22, maio/27 ganhou 10,50 pontos, encerrando a US$ 5,29, e julho/27 fechou a US$ 5,32 por bushel, alta de 10,00 pontos.
Dados do USDA mostraram que 23% da safra de milho dos Estados Unidos havia sido colhida até domingo (4), abaixo dos 27% da média dos últimos cinco anos e também da expectativa do mercado, próxima de 26%. Em Iowa, apenas 7% da área havia sido colhida, ante média de 20%.
Além do atraso nos trabalhos, a condição das lavouras também piorou. O USDA reduziu de 57% para 54% a parcela do milho classificada como boa ou excelente, enquanto a fatia em condições ruins ou muito ruins aumentou para 18%.
A demanda externa também ofereceu suporte às cotações. O USDA confirmou uma venda de 129,54 mil toneladas de milho ao México para entrega na atual temporada, enquanto as inspeções acumuladas para exportação seguem em ritmo recorde nas primeiras semanas do ano comercial 2026/27.
Segundo análise da Agrinvest, o movimento também recebeu apoio da valorização do trigo, que voltou a ganhar força diante do aumento das preocupações com a segurança das rotas comerciais no Mar Negro.
No Brasil, porém, o cenário permaneceu mais pressionado. A Agrinvest destacou que a continuidade da valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional e diminui a paridade de exportação, limitando o suporte aos contratos negociados na B3.
O câmbio seguiu abaixo dos R$ 5 nesta terça-feira, prolongando o movimento iniciado após o primeiro turno das eleições. Para o mercado de grãos, independentemente da origem política do movimento, o efeito direto é uma conversão menos favorável das referências internacionais para reais e menor capacidade de pagamento na exportação.
Na Bolsa Brasileira, todos os principais vencimentos encerraram a terça-feira em queda. O contrato novembro/26 fechou a R$ 69,80 por saca, recuo de 1,06%. Janeiro/27 terminou a R$ 74,33, queda de 0,99%; março/27 a R$ 77,56, baixa de 0,56%; maio/27 a R$ 76,54, perda de 0,48%; e julho/27 a R$ 76,44 por saca, recuo de 0,55%.
No mercado físico brasileiro, o movimento também foi predominantemente negativo. Entre as praças acompanhadas pelo Notícias Agrícolas, houve recuos em Ubiratã, Marechal Cândido Rondon e Pato Branco, no Paraná; Palma Sola e Rio do Sul, em Santa Catarina; Sorriso, em Mato Grosso; Eldorado, no Mato Grosso do Sul; Machado, em Minas Gerais; Cândido Mota, em São Paulo; além do Porto de Paranaguá. Não foram registradas altas entre as referências disponíveis nesta terça-feira.
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