Primeiro furacão do Atlântico em 2026, Isaias se intensifica e ameaça os EUA

Sistema deve tocar o solo entre a noite de sexta-feira (9) e o início de sábado (10), com risco de ventos fortes, maré de tempestade e condições perigosas no litoral
Publicado em 08/10/2026 15:00

O furacão Isaias ganhou força rapidamente nesta quinta-feira (8) e se tornou o primeiro furacão da temporada de 2026 no Atlântico. O sistema avança pelo Golfo do México e deve chegar à costa sul dos Estados Unidos entre a noite de sexta-feira (9) e o início de sábado (10), colocando em alerta áreas do Mississippi, Alabama e da Flórida.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), Isaias apresentava ventos máximos sustentados de 130 km/h, compatíveis com um furacão de categoria 1 na escala Saffir-Simpson. Na atualização da manhã desta quinta, o centro do sistema estava a aproximadamente 680 quilômetros ao sul-sudoeste da foz do rio Mississippi e se deslocava para leste-nordeste.

A previsão indica fortalecimento adicional nas próximas horas. O NHC projeta que o furacão permaneça forte ao se aproximar da costa norte do Golfo do México na sexta-feira. O sistema deve tocar o continente entre o fim da sexta e o começo do sábado e, depois, perder força gradualmente sobre o interior dos Estados Unidos.

Alerta de furacão e risco de maré de tempestade

O NHC mantém aviso de furacão desde Ocean Springs, no Mississippi, até a divisa entre os condados de Bay e Gulf, na Flórida. Também está em vigor um aviso de maré de tempestade entre a foz do rio Mississippi e o rio Steinhatchee, na Flórida. 

Além disso, áreas da Louisiana e da Flórida estão sob aviso de tempestade tropical. O avanço do sistema também provoca condições marítimas perigosas, com ondas fortes e risco elevado de correntes de retorno ao longo do litoral do Golfo. 

O Centro Nacional de Furacões reforça que os preparativos para proteger vidas e propriedades contra os ventos destrutivos e a elevação do nível do mar provocada pela tempestade devem ser concluídos rapidamente nas áreas sob alerta.

Primeiro furacão do Atlântico em 2026

A formação de Isaias ocorre em um momento bastante incomum da temporada. Até a intensificação do sistema, o Atlântico havia registrado tempestades tropicais, mas nenhum furacão havia se formado em 2026. O balanço do NHC mostra que, até esta quinta-feira, o Atlântico contabilizava nove tempestades nomeadas e apenas um furacão — Isaias. 

A temporada de furacões do Atlântico vai oficialmente de 1º de junho a 30 de novembro. Em um ano típico, o primeiro furacão costuma aparecer ainda em agosto; pela climatologia de 1991 a 2020, a data média para a formação do primeiro furacão é 11 de agosto. 

O período de 2026 vinha sendo considerada abaixo da média em atividade. Em agosto, a NOAA mantinha projeção de 7 a 13 tempestades nomeadas, 2 a 6 furacões e até dois furacões de grande intensidade. 

Para comparação, a climatologia de 1991 a 2020 aponta média de 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três grandes furacões por temporada no Atlântico. 

Isaias chega após rápida intensificação

A transformação de Isaias foi bastante rápida. Na noite de quarta-feira (7), quando ainda era classificado como tempestade tropical, o sistema apresentava ventos de cerca de 110 km/h e já havia recebido avisos de furacão e de maré de tempestade para trechos da costa norte do Golfo.

Poucas horas depois, os dados dos aviões de reconhecimento da NOAA indicaram que o sistema havia alcançado a categoria de furacão, com ventos de 130 km/h. A pressão central também caiu para cerca de 979 hPa, sinal de intensificação do ciclone.

A trajetória prevista leva Isaias em direção ao litoral do Golfo dos Estados Unidos, com posterior deslocamento para o interior. O NHC projeta que o sistema já esteja enfraquecido para tempestade tropical no sábado e continue perdendo intensidade nos dias seguintes.

Estados reforçam preparação

A aproximação do furacão levou autoridades estaduais a ampliarem as medidas de emergência. Na Flórida, o governador Ron DeSantis declarou estado de emergência para dezenas de condados, enquanto no Alabama também foram adotadas medidas emergenciais diante da aproximação do sistema. 

O principal risco na chegada à costa não está apenas nos ventos. A combinação entre a maré de tempestade, ondas elevadas, chuva e rajadas fortes pode provocar alagamentos costeiros e condições perigosas para a população, especialmente nas áreas diretamente atingidas pelo sistema.


 

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