Milho fecha em queda na B3 mesmo com dólar em alta; Chicago recua antes do USDA
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Os preços do milho encerraram esta quinta-feira (8) em queda tanto na Bolsa de Chicago, quanto na B3. No mercado internacional, o avanço da colheita norte-americana continuou pressionando as cotações, enquanto os investidores evitaram movimentos mais fortes às vésperas do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta sexta-feira (9). Na Bolsa de Chicago, o dezembro/26 terminou cotado a US$ 5,00 por bushel, com perda de 1,75 ponto; o março/27 encerrou a US$ 5,15, também com baixa de 1,75 ponto, enquanto maio/27 caiu 2 pontos, para US$ 5,2225, e julho/27 recuou 2 pontos, encerrando a US$ 5,2650 por bushel.
A pressão sobre o cereal acontece em um momento de aumento sazonal da disponibilidade física nos Estados Unidos, com a colheita avançando pelo Meio-Oeste. Ao mesmo tempo, o mercado começa a ajustar posições para os números que serão apresentados pelo USDA nesta sexta-feira.
E é justamente o milho que poderá trazer uma combinação importante no relatório. A expectativa é de redução da produção norte-americana, mas aumento dos estoques finais. O mercado trabalha com uma safra 2026/27 de aproximadamente 399,64 milhões de toneladas, abaixo das 401,32 milhões de toneladas estimadas pelo USDA em setembro.
Apesar da possível redução da produção, os estoques finais americanos são esperados em 43,03 milhões de toneladas, bem acima das 39,80 milhões de toneladas projetadas no relatório anterior. O aumento da disponibilidade inicial da temporada ajuda a explicar essa aparente contradição e poderá limitar uma reação positiva das cotações caso o USDA confirme apenas o corte esperado na produção.
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Do lado da demanda, o relatório semanal divulgado pelo USDA nesta quinta-feira mostrou vendas semanais para exportação de 769,5 mil toneladas de milho da safra 2026/27, alta de 44% na semana e de 28% em relação à média das quatro semanas anteriores. O México foi o principal comprador, com 508,8 mil toneladas. Os números ficaram dentro das expectativas do mercado e ajudam a limitar parte da pressão sobre Chicago, mas não foram suficientes para reverter o movimento negativo desta quinta-feira.
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B3 CAI MESMO COM LEVE ALTA DO DÓLAR
No Brasil, a B3 também encerrou a sessão no vermelho, mesmo com o dólar avançando timidamente 0,27%, a R$ 5,02. A valorização da moeda americana costuma oferecer algum suporte às referências domésticas ao melhorar a competitividade das exportações brasileiras, mas não foi suficiente para sustentar os futuros do milho nesta quinta-feira. O novembro/26 terminou a R$ 69,54 por saca, queda de 0,64%, mantendo o vencimento mais próximo abaixo dos R$ 70. Janeiro/27 recuou 0,50%, para R$ 73,93, enquanto março/27 perdeu 0,85%, a R$ 77,34 por saca. Maio/27 fechou a R$ 76,20, baixa de 0,72%.
A pressão de Chicago, combinada às referências do mercado interno e às expectativas para a próxima safra brasileira, prevaleceu sobre o suporte cambial. Além disso, os participantes seguem mais cautelosos às vésperas do novo boletim do USDA desta sexta-feira, que poderá alterar as perspectivas para produção e estoques dos Estados Unidos e, consequentemente, as referências internacionais do cereal.
Agora, as atenções se voltam integralmente para o relatório. Mais do que o tamanho isolado da safra norte-americana, o mercado deverá observar a combinação entre produtividade, produção, demanda e estoques finais. Para o milho, principalmente, um eventual corte na produção precisará ser suficientemente expressivo para compensar o aumento da oferta inicial. Caso contrário, o balanço americano poderá continuar confortável mesmo com uma safra menor.
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