Café fecha em alta em NY nesta 2ª (12), com produção menor na Colômbia dando suporte aos preços
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Os preços do café arábica encerraram esta segunda-feira (12) em alta na Bolsa de Nova York, encontrando suporte principalmente nos novos números da safra da Colômbia. Os ganhos superaram 1% nos principais vencimentos, enquanto o robusta também terminou o dia no campo positivo na Bolsa de Londres.
Em Nova York, o dezembro/26 fechou a 289,90 cents/lb, com alta de 1,03%, enquanto o março/27 avançou 1,14%, para 283,00 cents por libra-peso.
O principal suporte fundamental desta segunda-feira veio da Colômbia. O país encerrou o ano cafeeiro 2025/26, concluído em setembro, com produção de 12,65 milhões de sacas de 60 kg, ante 14,87 milhões no ciclo anterior, uma redução de aproximadamente 15%, de acordo com informações trazidas pelo portal internacional Barchart.
As exportações colombianas também recuaram 12% no período, para 11,78 milhões de sacas.
Embora os números acumulados indiquem uma disponibilidade menor de café colombiano, setembro trouxe algum sinal de recuperação, mostrando a produção do mês maior em 6% na comparação anual, para 1,22 milhão de sacas, enquanto as exportações aumentaram 9%, chegando a 1,17 milhão de sacas.
Os dados reforçaram a atenção do mercado sobre a oferta global e ajudaram o arábica a recuperar parte das perdas registradas nas últimas sessões. O mercado segue marcado por forte volatilidade, com o março/27 tendo alcançando 300,00 cents/lb no último dia 7, antes de recuar para 279,80 cents/lb no fechamento de sexta-feira (9).
Robusta também fecha no positivo em Londres
Na Bolsa de Londres, o robusta acompanhou o movimento de recuperação, embora com ganhos mais moderados no vencimento mais próximo. O novembro/26 terminou cotado a US$ 3.478 por tonelada, alta de US$ 8, enquanto janeiro/27 avançou US$ 9, para US$ 3.463 por tonelada.
O mercado internacional segue dividido entre fatores de suporte e pressão. Além da redução da produção colombiana, os estoques certificados de arábica permanecem como ponto de atenção. Do outro lado, o Brasil continua no radar diante das condições favoráveis às floradas e das perspectivas para a próxima safra. Na última semana, dados de exportação brasileira também adicionaram pressão às cotações ao indicarem maior disponibilidade do produto.
No Brasil, o feriado desta segunda-feira, em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, manteve o mercado físico sem novas referências de negociação, deixando a formação dos preços domésticos para a retomada dos negócios nesta terça-feira, quando produtores e compradores deverão incorporar o avanço observado nas bolsas internacionais.
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