Milho amplia perdas em Chicago e cai mais de 1% na B3 nesta quarta-feira
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Os preços futuros do milho passaram a registrar desvalorizações nesta quarta-feira (14), após iniciarem o dia próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT). No Brasil, os contratos negociados na Bolsa Brasileira (B3) também apresentam quedas, superiores a 1% nos principais vencimentos.
Por volta das 11h56 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,7800 por bushel em Chicago, com recuo de 4,75 pontos. O março/27 perdia 4,50 pontos, cotado a US$ 4,9200, enquanto o maio/27 apresentava baixa de 4,25 pontos, valendo US$ 4,9975.
O mercado segue acompanhando os impactos do relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira, que elevou as estimativas de produção e estoques norte-americanos.
O novo relatório de progresso das lavouras, divulgado na terça-feira (13), apontou avanço da colheita de milho dos Estados Unidos de 23% para 33% da área em uma semana. Apesar da evolução de dez pontos percentuais, os trabalhos permanecem abaixo da média histórica de 39% para o período.
As condições das lavouras também apresentaram melhora, com 56% das áreas classificadas como boas ou excelentes, ante 54% na semana anterior.
A perspectiva de ampla oferta americana continua sendo um fator de atenção para o mercado. Em análise mensal, o Itaú BBA destaca que o ritmo das exportações dos Estados Unidos será determinante para a trajetória dos preços, uma vez que uma demanda externa abaixo das projeções poderá ampliar ainda mais os estoques do país.
B3 registra perdas superiores a 1%
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também apresentam desvalorizações nesta quarta-feira.
Por volta das 12h07 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a R$ 67,86 por saca, com queda de 1,58%. O janeiro/27 recuava 1,73%, cotado a R$ 71,64, enquanto o março/27 perdia 1,70%, valendo R$ 75,58. Já o contrato maio/27 apresentava baixa de 1,06%, negociado a R$ 74,50 por saca.
O movimento ocorre em um cenário de baixa liquidez na comercialização brasileira. Análises recentes da Agrinvest e da Safras & Mercado destacam a cautela dos compradores e a perda de competitividade do milho brasileiro nas exportações, mesmo com a manutenção da demanda doméstica pelos setores de etanol e alimentação animal.
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