No Dia Internacional da Mulher Rural, BASF anuncia documentário valorizando o protagonismo feminino no setor
Celebrado nesta quinta-feira (15), o Dia Internacional da Mulher Rural ganha ainda mais relevância frente ao papel estratégico que as mulheres desempenham no agronegócio brasileiro, conectando saberes que vão da produção no campo à pesquisa científica. No Brasil, elas já representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais que tomam decisões no setor, segundo o estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, divulgado neste mês pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).
Essa participação crescente na propriedade, gestão e decisões estratégicas ganha vida e rosto no documentário “Polinizadoras – Mulheres que fazem o agro voar”, apoiado pela BASF Soluções para Agricultura por meio de um projeto de incentivo à cultura viabilizado pela Lei Rouanet. Com estreia marcada para o dia 18 de novembro, em São Paulo, e posterior distribuição via streaming, a produção acompanha 12 mulheres de diferentes regiões do País, entre produtoras rurais, cientistas e empreendedoras do setor. A prévia do documentário está disponível neste vídeo, que apresenta as protagonistas e antecipa o conceito da obra.
“Elas são verdadeiras polinizadoras: espalham boas práticas, compartilham descobertas e ajudam a cultivar um olhar mais inovador sobre o agro. Quando essas histórias se encontram no nosso filme, a gente percebe o quanto a força feminina já transformou o setor e quanta coisa boa ainda pode nascer daí”, conta Patricia Travassos, fundadora da Prosa Press e diretora do documentário.
Rede de colaboração: o paralelo com a natureza
A partir dessas trajetórias plurais, a obra ilustra como conhecimento, inovação, tecnologia e sustentabilidade se entrelaçam no cotidiano agrícola. A narrativa traz a relação das abelhas, insetos essenciais que atuam de forma colaborativa e respondem pela polinização de mais de 70% dos cultivos agrícolas. O filme evidencia como a colaboração entre pessoas de origens e conhecimentos distintos abre caminhos para soluções inovadoras.
"A presença das mulheres no agro evoluiu de uma participação silenciosa para uma atuação direta na tomada de decisão e no comando das propriedades. Os dados da ABAG e as histórias do documentário comprovam que a liderança feminina é um fator decisivo de eficiência e sustentabilidade dos negócios”, explica Camila Montebelli, gerente de Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura Brasil.
Entre as participantes está Ligia Jung, engenheira agrônoma e produtora rural, que vê na valorização dessas histórias uma oportunidade de reconhecer a presença feminina que existe há gerações no campo. “A mulher sempre esteve no campo e não precisamos substituir o homem, mas somar nossos pontos de vista diferentes para fazer melhor”, afirma.
Mudança no perfil das mulheres à frente dos negócios rurais
Sendo 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), os números da ABAG ajudam a dimensionar essa transformação para além das percepções. A pesquisa revela que o crescimento da participação feminina na gestão rural foi acompanhado por avanços na formação e por uma presença mais direta na propriedade. Em 2015, 60% das entrevistadas tinham ensino superior completo; em 2026, o índice chegou a 77% — avanço de 17 pontos percentuais. No mesmo período, a parcela de mulheres como proprietárias totais ou parciais dos negócios rurais passou de 81% para 91%.
Os números indicam que essa transformação também se reflete na maneira como as mulheres ocupam espaços de decisão. Os avanços na formação e na participação como proprietárias reforçam um cenário em que elas assumem responsabilidades crescentes na gestão e nos rumos dos negócios rurais.
“Os dados mostram que a presença das mulheres no agro não se resume ao aumento da participação, mas se traduz em uma atuação cada vez mais relevante. Quando diferentes experiências e perspectivas se encontram, ampliamos nossa capacidade de inovar e de encontrar novas soluções para os desafios do campo. Valorizar essa diversidade é também reconhecer a contribuição das mulheres para a construção do futuro do agronegócio”, destaca Camila Montebelli.
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