Em 15 dias Faxinal/PR já teve o dobro de chuva de todo outubro de 2025 e plantio da soja não consegue avançar

Menos de 3% da área foi semeada e produtores já esperam perdas de potencial da primeira safra e comprometimento da janela para a segunda safra de milho
Publicado em 15/10/2026 10:54 | Atualizado em 15/10/2026 14:46
Alfredo Alves Miguel Junior - Presidente do Sindicato Rural de Faxinal
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Em 15 dias Faxinal/PR já teve o dobro de chuva de todo outubro de 2025 e plantio da soja não consegue avançar

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O excesso de chuvas tem dificultado o início do plantio da soja 2026/27 na região de Faxinal, no Paraná. Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Alfredo Alves Miguel Júnior, menos de 3% da área prevista foi semeada até o momento, diante das condições de elevada umidade do solo que impedem a entrada das máquinas nas lavouras.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, a liderança rural destacou que a janela considerada ideal para o plantio na região vai de 15 de outubro a 15 de novembro. Entretanto, o volume de precipitações registrado nas primeiras semanas do mês tem limitado os trabalhos e aumentado a preocupação dos produtores com o calendário da safra.

De acordo com Miguel Júnior, foram registrados quase 200 milímetros de chuva em Faxinal somente nesta semana, enquanto a referência apresentada por ele para todo o mês de outubro do ano passado foi de 120 milímetros. Na avaliação do dirigente, seriam necessários cerca de sete dias de tempo firme para permitir a secagem do solo e a retomada das operações.

Além das dificuldades para a implantação da soja, a situação também preocupa pelo possível impacto sobre a segunda safra de milho. O dirigente alerta que atrasos no plantio e, posteriormente, na colheita da oleaginosa podem reduzir a janela disponível para a semeadura do cereal entre janeiro e fevereiro.

Miguel Júnior também manifestou preocupação com o potencial produtivo da safra de verão, diante da possibilidade de continuidade das precipitações e das dificuldades operacionais nas lavouras.

Enquanto aguardam condições favoráveis para o retorno das máquinas ao campo, os produtores da região acompanham as previsões meteorológicas e avaliam os possíveis ajustes no planejamento das próximas etapas da safra.

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