Ciclone traz frio ao Sul e mantém alerta para temporais no Sudeste e Centro-Oeste

Sistema favorece ventos fortes no litoral e avanço de ar frio no fim de semana. Chuvas também devem ganhar força no Matopiba, enquanto calor e tempo seco persistem em áreas do Norte e Nordeste.
Publicado em 16/10/2026 10:34 | Atualizado em 16/10/2026 11:57
Tempo & Clima - com Andreia Marques

A regularização das chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil começa a desenhar um cenário mais favorável para o avanço dos trabalhos de campo e o plantio da safra. Segundo o meteorologista Francisco de Assis  a formação e deslocamento de sistemas frontais aliados ao transporte de umidade da bacia amazônica e do Atlântico têm sustentado chuvas expressivas. Volumes acumulados entre 50 mm e 70 mm já foram registrados em pontos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro e no Noroeste de Minas Gerais.

De acordo com Francisco de Assis, a interação entre frentes frias e canais de convergência garante a manutenção do padrão úmido. "Quando chega uma frente fria entre Minas e a Bahia, a interação da convergência de umidade assegura alguns dias de chuva pela frente. Isso não é um padrão típico de El Niño; aproxima-se mais de uma configuração de La Niña, favorecendo o transporte de umidade em direção ao Centro-Norte e ao Matopiba", destacou o especialista.

Perspectiva para novembro

Diferente de prognósticos anteriores que apontavam um mês de novembro mais seco em relação à climatologia histórica, as atualizações dos modelos de previsão estendida indicam uma melhora significativa. O corredor de instabilidade deve manter chuvas recorrentes até o fechamento de outubro e ao longo da primeira quinzena de novembro, cobrindo faixas de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais, Bahia e interior de São Paulo.

Assis pontua que haverá alternância entre curtas janelas de tempo firme e novos episódios de precipitação: "Mesmo não sendo chuvas contínuas e generalizadas o tempo todo, o padrão não está cortando a umidade. Há períodos de pausa de dois a três dias, seguidos pelo retorno das pancadas, o que mantém a umidade no solo para os produtores iniciarem ou acelerarem a semeadura".

* Com auxílio de IA

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