Dólar zera perdas logo após pesquisa CNT/MDA indicar empate técnico entre Flávio e Lula

Publicado em 16/10/2026 12:20 | Atualizado em 16/10/2026 13:22

Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 16 Out (Reuters) - O dólar chegou a zerar as perdas ante o real no fim da manhã desta sexta-feira após nova pesquisa CNT/MDA mostrar empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.

Às 12h13, o dólar à vista cedia 0,14%, a R$5,0815 na venda, após ter atingido uma máxima de R$5,0958 (+0,14%) às 11h53, na esteira dos números da pesquisa.

O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 0,29%, aos R$5,1000.

A pesquisa CNT/MDA mostrou Flávio com 46,8% das intenções de voto e Lula com 45,9%. Brancos e nulos somam 4,9% e indecisos são 2,4%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

O levantamento soma-se a outros divulgados nesta semana que também apontaram para uma disputa indefinida. Na noite de quinta-feira, a pesquisa Datafolha mostrou que a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 4 para 2 pontos percentuais. O senador tem agora 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os indecisos somam 2% e os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar são 6%.

Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados no Datafolha.

O viés altista para o dólar trazido pelas pesquisas era contrabalançado nesta sexta-feira pela tendência de baixa vista no exterior, onde a moeda norte-americana sustentava perdas ante quase todas as demais divisas. Às 12h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,41%, a 101,630.

Mais cedo, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,30% em agosto ante julho, na série com ajustes sazonais, em linha com o projetado por economistas em pesquisa da Reuters. Na comparação com agosto de 2025, houve alta de 1,2% na série sem ajustes.

(Edição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário