Melão/Cepea: Apesar de avanço, volume exportado em setembro é menor que em 2025
As exportações de melão do Rio Grande do Norte/Ceará aumentaram em setembro, com o andamento da safra de 2026/27. Em comparação com agosto, o volume exportado cresceu 155%, totalizando 22,3 mil toneladas, segundo dados do Comex Stat. A receita também avançou 171%, alcançando US$ 21,2 milhões (FOB). Os principais destinos foram: Países Baixos (52,5%), o Reino Unido (33,8%) e Espanha (5,1%). A campanha 2026/27 do RN/CE vem ganhando força e pode atingir seu pico em novembro. Entretanto, os resultados de setembro estiveram abaixo quando comparados aos do mesmo período da campanha anterior (2025/26). Na comparação setembro/26 com setembro/25, o volume exportado foi 31% menor, enquanto a receita recuou 28%. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, esse desempenho está relacionado aos elevados custos de produção e de exportação neste ano, especialmente com frete marítimo, que têm levado parte dos produtores a reduzir os volumes destinados ao mercado externo. Além disso, dois fatores têm limitado a produtividade: as temperaturas mais amenas durante a noite e problemas fitossanitários. As menores temperaturas noturnas prejudicam o desenvolvimento das plantas e reduzem a quantidade de crescimento de frutos, condições que não atendem o padrão ideal para exportar. Paralelamente, a mosca-minadora, praga mais incidente na melonicultura, favorecida pelas altas temperaturas durante o dia, também tem contribuído para reduzir a produção, decrescendo o potencial produtivo em 25 t/ha, 13% menor frente ao mês do ano anterior. Com isso, o controle da praga exige aplicações mais frequentes de defensivos, elevando os custos de produção, que estão entorno de R$ 36,09/cx de 13 kg.
Para os próximos meses, segundo agentes, os custos de produção devem continuar aumentando, principalmente em função da maior necessidade de aplicação de defensivos para o controle da mosca-minadora, tendo em vista que devido ao fenômeno El Niño, a previsão é que as temperaturas sigam elevadas no RN/CE. Ao mesmo tempo, em outubro, as exportações devem seguir registrando volumes altos, acompanhando o avanço da campanha 2026/27 e o fim da temporada produtiva espanhola. E espera-se que, com a campanha europeia se encerrando mais cedo que em 2025, o espaço para as frutas brasileiras deve ser maior neste último trimestre de 2026, podendo superar os envios do ano anterior, caso os problemas de produção interno sejam controlados.
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