Milho fecha semana com perdas de até 3,10% na B3 e 1,69% em Chicago
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Os preços internacionais do milho encerraram a sexta-feira (16) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumularam perdas em todos os principais vencimentos ao longo da semana. O mercado permaneceu pressionado pelas perspectivas de maior oferta norte-americana, mesmo diante de novos dados positivos para a demanda externa dos Estados Unidos.
O contrato dezembro/26 terminou o pregão negociado a US$ 4,7425 por bushel, com desvalorização de 3,75 pontos, equivalente a 0,78%. O março/27 recuou 4,50 pontos, para US$ 4,8650, enquanto o maio/27 perdeu 4,50 pontos e encerrou a US$ 4,9350.
Na comparação com o fechamento da sexta-feira anterior (9), o dezembro/26 acumulou queda de 1,15%, o março/27 perdeu 1,57%, o maio/27 recuou 1,69% e o julho/27 apresentou desvalorização de 1,63%.
A pressão sobre os contratos continuou associada ao relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de outubro, que elevou a estimativa de produção americana para 407,28 milhões de toneladas, ante 401,33 milhões no levantamento anterior. A projeção de estoques finais também avançou, passando de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.
Nesta sexta-feira, os investidores receberam novos dados de exportação que trouxeram sinais positivos para a demanda. Segundo análise da Agrinvest, as vendas líquidas americanas de milho somaram 1,122 milhão de toneladas, volume 46% superior ao da semana anterior e 42% acima da média das últimas quatro semanas. Apesar do crescimento, o resultado ficou dentro das expectativas do mercado.
Os Estados Unidos também anunciaram uma nova venda de aproximadamente 127 mil toneladas de milho ao Japão, para entrega na temporada 2026/27, acrescentando mais um sinal de demanda externa pelo cereal.
Ainda assim, os novos negócios não foram suficientes para reverter as perdas dos contratos futuros, em um cenário no qual o mercado segue avaliando a capacidade das exportações de absorver a maior produção estimada para a safra americana.
O ambiente de fraqueza também atingiu outros cereais negociados em Chicago. Segundo informações da Reuters, os preços do trigo chegaram ao menor patamar em dois meses nesta sexta-feira, diante de sinais de recuperação das exportações russas, incluindo a ampliação dos embarques pelo Mar Báltico. Analistas também apontaram a maior disponibilidade de milho americano como um fator de pressão sobre o trigo, já que os dois cereais podem competir em determinadas aplicações na alimentação animal.
Em análise publicada nesta sexta-feira, o Farm Futures também destacou que o milho vinha operando próximo das mínimas de nove semanas, refletindo a pressão sobre os preços em meio ao avanço da colheita americana.
No Brasil, o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27 também trouxe uma perspectiva de maior produção, estimada em aproximadamente 148 milhões de toneladas, reforçando a atenção do mercado às condições de oferta na próxima temporada.
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B3 encerra sessão com resultados mistos, mas acumula perdas na semana
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho encerraram a sexta-feira (16) com movimentações distintas entre os vencimentos, mas acumularam desvalorizações ao longo da semana.
O contrato novembro/26 terminou negociado a R$ 66,57 por saca, com queda diária de 0,80%, enquanto o janeiro/27 recuou 0,48%, cotado a R$ 70,92. Já o março/27 avançou 0,61%, encerrando a R$ 75,96, e o maio/27 registrou alta de 0,38%, valendo R$ 74,69.
Apesar da recuperação de parte dos vencimentos nesta sexta-feira, o balanço semanal permaneceu negativo. Na comparação com o fechamento da sexta-feira anterior (9), o novembro/26 acumulou perda de 3,10%, o janeiro/27 recuou 2,65%, o março/27 caiu 0,74% e o maio/27 apresentou desvalorização de 0,80%.
Em análise divulgada nesta sexta-feira, a Agrinvest destacou que o mercado brasileiro continua pressionado pelo cenário internacional, após o USDA elevar suas projeções de produtividade, produção e estoques de milho nos Estados Unidos. A consultoria também apontou a ampla oferta interna e o desempenho mais fraco das exportações brasileiras como fatores de pressão sobre as cotações.
A Agrinvest ressaltou, entretanto, que a semana apresentou boa liquidez no mercado físico. Já a Safras & Mercado identificou uma retração de 1,18% no preço médio nacional do milho, que passou de R$ 63,84 para R$ 63,09 por saca, em um ambiente ainda marcado pela cautela nas negociações.
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Mercado físico tem baixas pontuais
No mercado físico brasileiro, o levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas nesta sexta-feira apontou estabilidade na maior parte das praças acompanhadas, com desvalorizações em Sorriso/MT, Campinas/SP e no Porto de Santos/SP.
As demais localidades com comparação disponível mantiveram suas referências anteriores, sem registro de altas no levantamento do dia.
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