Poder de compra tem comportamentos distintos em SP para laranja e tahiti

Publicado em 16/10/2026 16:50

Os preços da laranja destinada à indústria e da lima ácida tahiti apresentaram comportamentos distintos entre agosto e a parcial de outubro: enquanto a laranja se desvalorizou, as cotações da tahiti subiram. No mesmo período, os preços dos fertilizantes registraram baixa volatilidade. Com isso, o poder de compra dos citricultores frente aos adubos diminuiu para os produtores de laranja, mas aumentou para os de lima ácida tahiti.

Considerando-se os preços médios da laranja destinada à indústria e dos insumos no estado de São Paulo, em agosto, eram necessárias 75,88 caixas da fruta para a compra de uma tonelada do formulado 20-00-20. Em setembro, essa relação subiu para 81,46 cxs/t e, na parcial de outubro (até o dia 14), chegou a 86,31 cxs/t, aumento de 13,8% frente a agosto.

Para a lima ácida tahiti, o movimento foi diferente. Em agosto, eram necessárias 22,47 caixas para a compra de uma tonelada do 20-00-20. Em setembro, a relação recuou para 18,56 cxs/t e, na parcial de outubro, avançou para 19,86 cxs/t. Apesar da alta em relação a setembro, a quantidade de caixas necessária para adquirir o fertilizante ainda foi 11,6% inferior à de agosto, indicando melhora do poder de compra nesse comparativo.

Entre 13 e 16 de outubro, no mercado da semana, os preços das principais variedades de laranja apresentaram comportamentos distintos no mercado de mesa. A laranja pera in natura, negociada na árvore, foi comercializada a R$ 30,88/caixa de 40,8 kg, baixa de 0,14% frente à semana anterior. Entre as precoces, a hamlin foi negociada a R$ 34,00/cx, alta de 15,25% no período. Já a laranja lima teve média de R$ 50,87/cx, avanço de 4,72%. Para a lima ácida tahiti, o preço foi de R$ 157,16/caixa de 27,2 kg, elevação de 20,21% na mesma comparação.

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