Preço maior ameniza queda da receita da carne bovina; exportações de aves e suínos avançam

Parcial divulgada pela Secex nesta segunda-feira (19) mostra valorização da tonelada bovina, mas recuo no volume embarcado; aves ampliam receita com mais embarques e preços melhores, enquanto suínos crescem apesar da desvalorização
Publicado em 19/10/2026 17:53

As exportações brasileiras de carnes apresentam três cenários distintos na parcial de outubro divulgada nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na carne bovina, o aumento do preço médio da tonelada ameniza a perda de faturamento provocada pela redução dos embarques. Nas aves, volume e preço avançam juntos. Já a carne suína registra crescimento das vendas externas, mas com remuneração menor por tonelada.

O levantamento considera 11 dias úteis de outubro de 2026. As variações de volume e faturamento são calculadas pela média diária, em comparação com outubro de 2025, que teve 22 dias úteis.

Carne bovina: tonelada mais valorizada, mas receita menor

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram 107,84 mil toneladas, com faturamento de US$ 671,46 milhões na parcial do mês.

A média diária embarcada ficou em 9,80 mil toneladas, recuo de 32,7% frente às 14,57 mil toneladas de outubro do ano passado. Em contrapartida, o preço médio subiu 12,4%, passando de US$ 5.538,60 para US$ 6.226,70 por tonelada.

A valorização não foi suficiente para compensar a redução do volume. A receita diária caiu 24,4%, de US$ 80,70 milhões para US$ 61,04 milhões.

Os números mostram que a carne brasileira está sendo vendida por um valor médio maior, mas em quantidade inferior à referência de 2025. 

Aves: crescimento combina volume e valorização

As exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis alcançaram 292,97 mil toneladas, gerando US$ 561,73 milhões.

A média diária de embarques atingiu 26,63 mil toneladas, alta de 23,6% em relação a outubro de 2025. O preço médio também aumentou: passou de US$ 1.675,20 para US$ 1.917,40 por tonelada, valorização de 14,5%.

Com mais produto embarcado e melhor remuneração, o faturamento médio diário cresceu 41,5%, chegando a US$ 51,07 milhões, ante US$ 36,09 milhões no ano passado.

Entre as três proteínas, as aves apresentam o maior crescimento proporcional da receita diária nesta parcial.

Suínos: mais embarques compensam preço menor

Na carne suína fresca, refrigerada ou congelada, o Brasil exportou 74,42 mil toneladas, com receita de US$ 168,68 milhões.

O volume médio diário chegou a 6,77 mil toneladas, crescimento de 18,5% sobre outubro de 2025. Entretanto, o preço médio recuou 11,1%, de US$ 2.550,10 para US$ 2.266,70 por tonelada.

O aumento dos embarques compensou a desvalorização e permitiu avanço de 5,3% no faturamento diário, que passou de US$ 14,56 milhões para US$ 15,33 milhões.

O resultado mostra uma expansão apoiada no volume: a carne suína encontra maior escoamento externo, mas recebe menos por tonelada na comparação anual.

Como os dados abrangem apenas parte de outubro, os resultados ainda poderão mudar até o encerramento do mês.

 

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