Soja abre quinta-feira em alta em Chicago e tenta interromper sequência de três quedas

Contratos apresentam recuperação moderada após perdas recentes, enquanto colheita americana e compras chinesas continuam no radar
Publicado em 22/10/2026 07:31

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Os preços futuros da soja iniciaram a quinta-feira (22) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), ensaiando uma recuperação após três sessões consecutivas de desvalorização. Os ganhos ainda são moderados, em um mercado que continua dividido entre a pressão exercida pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e os sinais positivos da demanda chinesa pelo produto americano.

Por volta das 7h17 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4750 por bushel, com valorização de 2,25 cents. O janeiro/27 também avançava 2,25 cents, cotado a US$ 12,6050, enquanto o março/27 registrava ganho de 2 cents, valendo US$ 12,6825. O maio/27 subia 2 cents, negociado a US$ 12,7650 por bushel.

A reação ocorre depois de uma quarta-feira de novas perdas, quando o novembro/26 encerrou o pregão a US$ 12,4525 por bushel, com queda de 0,24%. O contrato conseguiu reduzir parte das desvalorizações ao longo da sessão anterior, mas não teve força suficiente para interromper a sequência negativa iniciada na segunda-feira.

O avanço da colheita norte-americana permanece entre os principais fundamentos acompanhados pelos operadores. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 64% da área cultivada com soja no país estava colhida até o último domingo (18), ante 46% na semana anterior. A previsão de tempo predominantemente seco em boa parte do Meio-Oeste americano também favorece a continuidade dos trabalhos de campo e a entrada de novos volumes do grão no mercado.

Em contrapartida, a demanda chinesa continua oferecendo sustentação às expectativas de escoamento da produção americana. Nas últimas semanas, compradores da China retomaram aquisições de soja dos Estados Unidos, incluindo operações confirmadas pelo USDA. Na terça-feira (20), o departamento anunciou uma venda adicional de 612 mil toneladas para o país asiático, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Apesar da recuperação das compras, a competição com a soja sul-americana e as perspectivas de ampla disponibilidade americana seguem limitando o entusiasmo dos operadores. O mercado acompanha se a continuidade das aquisições chinesas será suficiente para sustentar uma recuperação mais consistente dos preços, após as perdas acumuladas nas últimas sessões.

No Brasil, as atenções também se voltam para o desenvolvimento da safra 2026/27. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio havia alcançado 30,1% da área estimada até a semana encerrada em 16 de outubro, superando a média de cinco anos, de 26,4%.

As condições climáticas apresentam diferenças importantes entre as regiões produtoras, com previsão de precipitações regulares em parte do Centro-Oeste e chuvas mais intensas no Sul do país. A distribuição da umidade continuará sendo acompanhada nas próximas semanas, à medida que o potencial da safra sul-americana ganha espaço na avaliação dos operadores internacionais.

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