Milho amplia recuperação em Chicago nesta quinta-feira, mas oferta elevada dos EUA ainda limita ganhos
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Os preços futuros do milho iniciaram a quinta-feira (22) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade à recuperação registrada no fechamento da quarta-feira. Os ganhos permanecem moderados, em um mercado que busca se afastar das mínimas recentes, mas ainda enfrenta a pressão da colheita norte-americana e das perspectivas de ampla disponibilidade do cereal.
Por volta das 7h20 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,6525 por bushel, com valorização de 2 cents. O março/27 também subia 2 cents, cotado a US$ 4,7925, enquanto o maio/27 avançava 1,75 cent, valendo US$ 4,8700. O julho/27 registrava ganho de 1,75 cent, negociado a US$ 4,9375 por bushel.
A movimentação ocorre após os contratos americanos encerrarem a quarta-feira no campo positivo, interrompendo duas sessões consecutivas de desvalorização. Na ocasião, o dezembro/26 terminou cotado a US$ 4,6325 por bushel, com alta de 0,27%, depois de ter sido negociado abaixo dos US$ 4,60 durante a manhã.
Apesar da reação recente, o mercado continua trabalhando com uma perspectiva de oferta elevada nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura do país (USDA) elevou, em outubro, sua projeção para a produção de milho na temporada 2026/27 para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram estimados em 46,97 milhões de toneladas. A expectativa de maior disponibilidade segue como um dos principais fatores de pressão sobre os preços.
O avanço da colheita americana também permanece no radar. Segundo o USDA, 44% da área cultivada com milho estava colhida até o último domingo (18), contra 33% na semana anterior e média histórica de 52%. Embora os trabalhos ainda estejam atrasados em relação ao ritmo médio, as condições predominantemente secas previstas para parte do Meio-Oeste favorecem a continuidade das operações e a entrada de novos volumes no mercado.
Na demanda, o desempenho das exportações americanas será um ponto de atenção nesta quinta-feira. Os números mais recentes de inspeções de embarques mostraram uma redução de quase 49% na comparação semanal, para 672,5 mil toneladas, reforçando as preocupações com o ritmo de escoamento da produção. Por outro lado, o último relatório de vendas externas apresentou crescimento semanal, mostrando um cenário ainda misto entre os diferentes indicadores.
O mercado aguarda a nova divulgação semanal de vendas de exportação do USDA, prevista para esta manhã. Os dados poderão ajudar a avaliar se a demanda internacional consegue oferecer sustentação adicional às cotações diante da perspectiva de oferta abundante nos Estados Unidos.
No Brasil, os operadores também acompanham o avanço da semeadura da safra de verão e a distribuição das chuvas nas regiões produtoras. O andamento do plantio da soja no Centro-Oeste será importante para a definição da janela de cultivo do milho de segunda safra em 2027, enquanto a previsão de precipitações mais intensas no Sul mantém atenção sobre o ritmo dos trabalhos de campo.
Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira (21):
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