Milho vira para queda em Chicago nesta quinta-feira apesar de avanço nas vendas dos EUA; B3 opera mista
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Os preços futuros do milho inverteram a tendência positiva da abertura e passaram a operar em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (22). O movimento ocorreu em uma manhã marcada pela divulgação de novos dados de exportação dos Estados Unidos, que mostraram recuperação das vendas semanais do cereal, mas retração nos embarques efetivamente realizados.
Por volta das 11h41 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,6000 por bushel, com queda de 3,25 cents. O março/27 recuava 3 cents, cotado a US$ 4,7425, enquanto o maio/27 perdia 2,75 cents, valendo US$ 4,8250. O julho/27 também apresentava baixa de 2,75 cents, negociado a US$ 4,8925 por bushel.
A mudança de direção contrasta com o início da sessão, quando o dezembro/26 chegou a ser negociado a US$ 4,6525 por bushel, com valorização de 2 cents. Na quarta-feira, os futuros haviam encerrado o pregão em leve alta, interrompendo duas sessões consecutivas de perdas. A nova pressão recoloca o contrato dezembro próximo da marca de US$ 4,60.
Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de milho americano somaram 1.527.100 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, aumento de 36% em relação à semana anterior e de 87% na comparação com a média das últimas quatro semanas.
O México liderou as compras, com 477.700 toneladas, seguido pelos destinos não revelados, com 307.200 toneladas, e pelo Japão, com 285.400 toneladas. Os embarques efetivamente realizados, entretanto, recuaram 43% na comparação semanal, totalizando 780.300 toneladas. A diferença evidencia que a recuperação das contratações ainda não se refletiu em maior volume exportado durante o período analisado.
Apesar dos sinais positivos nas vendas externas, a perspectiva de ampla oferta americana continua entre os principais fundamentos acompanhados pelo mercado. O USDA estima uma produção de 407,28 milhões de toneladas de milho na temporada 2026/27 e estoques finais de 46,97 milhões de toneladas, números que mantêm a disponibilidade do cereal no centro das atenções.
A colheita também segue avançando. Até o último domingo (18), os produtores americanos haviam retirado 44% da área cultivada, ante 33% na semana anterior e média histórica de 52%. Embora os trabalhos permaneçam abaixo do ritmo médio, as condições predominantemente secas no Meio-Oeste favorecem a continuidade das operações de campo.
B3 opera com pequenas oscilações
Na Bolsa Brasileira (B3), os futuros do milho apresentavam movimentos mistos na atualização das 11h49. O vencimento novembro/26 era negociado a R$ 65,80 por saca, com alta de 0,15%, enquanto o janeiro/27 recuava 0,13%, cotado a R$ 70,11. O março/27 registrava baixa de 0,04%, valendo R$ 75,16, e o maio/27 perdia 0,05%, negociado a R$ 74,32 por saca.
As oscilações moderadas ocorrem em um contexto de enfraquecimento das referências domésticas. Segundo levantamento da Terra Investimentos, os principais indicadores de milho acompanhados em Campinas (SP) acumulavam perdas entre 4,98% e 7,07% em outubro, até a quarta-feira (21), considerando as diferentes metodologias utilizadas pelas instituições.
Além dos preços, o mercado brasileiro acompanha a evolução do plantio da safra 2026/27. As previsões meteorológicas indicam aumento das chuvas no Centro-Oeste na próxima semana, favorecendo a reposição da umidade do solo, enquanto precipitações mais intensas no Sul podem dificultar temporariamente os trabalhos de campo. O andamento da semeadura da soja continuará sendo observado por seus possíveis reflexos sobre a janela do milho de segunda safra em 2027.
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