Café mantém perdas superiores a 2% em Nova York e Londres nesta quinta-feira com oferta no radar
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Os preços internacionais do café continuam operando em forte queda nesta quinta-feira (22), com desvalorizações superiores a 2% nas bolsas de Nova York e Londres. O arábica devolve os ganhos registrados no pregão anterior, enquanto o robusta prolonga o movimento negativo, em um mercado atento à recuperação dos estoques certificados, ao aumento da disponibilidade para exportação e às perspectivas de produção nas principais origens.
Por volta das 11h50 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do café arábica era negociado a 308,60 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com recuo de 2,39%. O março/27 perdia 2,36%, cotado a 294,15 cents, enquanto o maio/27 registrava queda de 2,23%, valendo 289,60 cents por libra-peso.
As perdas persistem após uma quarta-feira de recuperação, quando o dezembro/26 encerrou cotado a 316,15 cents por libra-peso, com valorização de 1,56%. Na abertura desta quinta-feira, o contrato já apresentava queda de 2,31%, mostrando que a pressão vendedora permaneceu presente durante a manhã, apesar das oscilações intradiárias.
Em Londres (ICE Futures Europe), o robusta também seguia em baixa. Na atualização das 9h51 pelo horário da plataforma de cotações, o contrato novembro/26 era negociado a US$ 3.273 por tonelada, com perda de US$ 79. O janeiro/27 recuava US$ 78, cotado a US$ 3.286, equivalente a uma desvalorização de 2,32%, enquanto o março/27 perdia US$ 83, valendo US$ 3.261 por tonelada.
Estoques e perspectivas de maior oferta seguem no centro das atenções
A evolução dos estoques certificados nas bolsas internacionais permanece entre os fundamentos acompanhados pelos operadores. Em Nova York, a disponibilidade de arábica certificado pela ICE alcançou 239.748 sacas na quarta-feira (21), ante 234.901 sacas na sessão anterior. Apesar do aumento, o volume ainda permanece próximo dos menores níveis das últimas décadas.
No mercado de robusta, os estoques certificados em Londres atingiram 6.380 lotes, maior patamar em aproximadamente um ano. A recuperação da disponibilidade contribui para modificar as expectativas de abastecimento, embora não permita concluir que as restrições de oferta estejam completamente superadas.
As exportações brasileiras também ganharam destaque. Segundo dados do Cecafé reunidos pela Terra Investimentos, os embarques de café do Brasil somavam 3,14 milhões de sacas até 21 de outubro, crescimento de 53,1% na comparação apresentada pelo levantamento. A maior movimentação reforça a expectativa de que novos volumes brasileiros cheguem aos mercados consumidores, mas esse processo depende dos prazos logísticos e comerciais.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha o desenvolvimento das lavouras brasileiras destinadas à próxima safra. Previsões da World Weather indicam aumento das chuvas entre Paraná, São Paulo e Sul de Minas Gerais a partir desta quinta-feira, enquanto regiões mais ao norte do cinturão cafeeiro ainda apresentam perspectiva de precipitações irregulares.
Apesar dos sinais de recuperação da oferta, as incertezas permanecem. A disponibilidade de café nos países produtores não representa chegada imediata aos armazéns certificados, e os riscos climáticos para as próximas safras, inclusive em países asiáticos produtores de robusta, continuam entre os fatores capazes de provocar oscilações nas cotações.
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