Arrecadação federal tem alta real de 5,62% em setembro e é recorde para o mês, diz Receita

Publicado em 22/10/2026 11:02 | Atualizado em 22/10/2026 12:07

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BRASÍLIA, 22 Out (Reuters) - A arrecadação do governo federal teve alta real de 5,62% em setembro sobre igual mês do ano anterior, a R$239,384 bilhões, no melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação cresceu 6,97% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$2,351 trilhões, valor também recorde para o período.

As receitas administradas pela Receita somaram R$231,426 bilhões no mês passado, uma alta real de 5,0% ante setembro de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos somaram R$7,958 bilhões, um aumento real de 26,3%.

De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganho considerado não recorrente, um incremento de R$2,943 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.

Sem esse ganho atípico, as receitas administradas pelo fisco em setembro teriam registrado alta real de 3,69%, segundo o governo.

No recorte por setores, a exploração de petróleo e gás natural respondeu por forte ganho na arrecadação, registrando uma receita de R$12,010 bilhões em tributos administrados pelo fisco, contra R$909 milhões em setembro de 2025. A Receita afirmou em meses anteriores, no entanto, que a expressiva alta no setor de petróleo é impactada por uma mudança na classificação tributária de empresas.

O desempenho positivo foi seguido por serviços de escritório, apoio administrativo e outros serviços (+58,4%), comércio atacadista (+8,3%) e fabricação de eletrônicos (+38,7%).

Entre os destaques do mês por tipo de tributo, está uma alta real de 6,18% em receitas previdenciárias, de 21,07% em Imposto de Importação e IPI vinculado e de 9,68% em Imposto de Renda sobre rendimentos de capital.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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