Produtores e entidades debatem melhorias no controle de javalis em Mato Grosso
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) mantém a articulação com produtores rurais, sindicatos rurais e a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) em busca de alternativas para tornar mais eficiente o controle de javalis no estado. Nos dias 20 e 21 de outubro, reuniões realizadas em Araputanga e Cáceres reuniram representantes do setor e controladores regularizados para discutir os desafios do manejo da espécie e encaminhar demandas aos órgãos competentes.
Os relatos dos profissionais que atuam diretamente no manejo contribuem para identificar dificuldades enfrentadas nas propriedades rurais e subsidiar as discussões sobre os procedimentos de controle. A troca de informações também fortalece o diálogo entre produtores, entidades representativas e profissionais envolvidos na atividade.
O javali é uma espécie exótica invasora que causa prejuízos à produção agropecuária e ao meio ambiente, como o assoreamento e mudança de cursos d’água. No Brasil, o controle da espécie é permitido em todo o território nacional, desde que sejam cumpridas as exigências estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Diante desse cenário, a Famato defende a unificação dos processos e a definição de regras mais claras, adequadas às condições do meio rural. A entidade também busca ampliar a segurança jurídica para proprietários rurais e pessoas autorizadas a realizar o manejo, de modo a facilitar as ações de controle e contribuir para a coleta de informações e o monitoramento da espécie.
Para o assessor técnico de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, o diálogo com quem enfrenta o problema nas propriedades é fundamental para construir alternativas aplicáveis à realidade do campo.
“A Famato está na linha de frente dessa discussão porque o javali é um problema sanitário e de produção que o produtor enfrenta todos os dias. Estamos ouvindo cada região, reunindo as demandas e levando aos órgãos competentes a defesa de regras mais efetivas e seguras para quem faz o manejo de forma legal”, afirma.
O diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, também destaca a importância da atuação conjunta para enfrentar o problema. Segundo ele, a aproximação entre produtores, entidades e profissionais envolvidos no controle permite identificar os principais entraves e reunir informações para subsidiar as discussões com os órgãos responsáveis.
“Esse é o início de um trabalho que irá se tornar mais contundente a partir de iniciativas como essa. Quando nos aprofundamos mais, desenvolvemos uma visão mais técnica em relação às questões sanitárias e ambientais. Isso é fundamental para que as dificuldades enfrentadas no campo sejam consideradas na construção de procedimentos mais simples e seguros, que permitam realizar o manejo dentro da legalidade e contribuam para reduzir os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária e que pode até mesmo chegar às cidades”, destaca Custódio.
A Famato continuará acompanhando o tema e articulando alternativas para o controle de javalis em Mato Grosso, com foco em procedimentos mais acessíveis, segurança jurídica e medidas compatíveis com a realidade das propriedades rurais.
Os encontros também contaram com o apoio do Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura Mato-Grossense (FSSD), do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e do Fórum Agro MT, representado pela Famato, Acrismat, Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Associação dos Criadores de Mato Grosso e Sistema OCB/MT.
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