Soja ganha força em Chicago nesta sexta-feira com demanda chinesa e petróleo em alta

Contratos ampliam valorização durante a manhã, dando continuidade à recuperação de quinta-feira; colheita americana ainda limita o movimento
Publicado em 23/10/2026 12:17

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços futuros da soja ampliaram os ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da manhã desta sexta-feira (23), dando continuidade à recuperação iniciada no pregão anterior. Depois de uma abertura marcada por pequenas oscilações, os principais contratos passaram a registrar altas mais expressivas, em um mercado que acompanha a retomada das compras chinesas de soja americana e a valorização internacional do petróleo.

Por volta das 12h05 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,5975 por bushel, com valorização de 6,75 cents. O janeiro/27 também avançava 6,75 cents, cotado a US$ 12,7150, enquanto o março/27 registrava ganho de 8 cents, valendo US$ 12,7950. O maio/27 subia 8,50 cents, negociado a US$ 12,8725, e o julho/27 avançava 9 cents, para US$ 12,9300 por bushel.

O movimento representa uma mudança importante em relação à abertura, quando o novembro/26 apresentava recuo de 0,50 cent, cotado a US$ 12,5250 por bushel. A recuperação amplia os ganhos registrados na quinta-feira, quando o vencimento encerrou a US$ 12,5300, com valorização de 0,62%, após uma sequência de perdas em Chicago.

A demanda chinesa permanece entre os principais fundamentos de sustentação. Segundo o relatório divulgado na quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de soja americana somaram 2,84 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, com a China respondendo por aproximadamente 2,18 milhões de toneladas. O volume representou o melhor desempenho semanal da atual temporada.

Além dos números semanais, o USDA também confirmou uma venda adicional de 202 mil toneladas de soja americana para a China, reforçando os sinais de retomada das aquisições pelo maior importador mundial da oleaginosa. Parte das vendas contabilizadas no relatório semanal, entretanto, corresponde a transferências de negócios anteriormente registrados para destinos não identificados.

Leia mais: China impulsiona vendas de soja dos EUA a 2,84 milhões de toneladas, registrando melhor semana da temporada

Outro fator acompanhado pelo mercado é a valorização do petróleo. Segundo análise da Agência Safras, a alta da commodity energética pode favorecer os preços do óleo de soja, utilizado na produção de biodiesel, oferecendo um elemento adicional de sustentação ao complexo da oleaginosa. O movimento ocorre em um momento de novas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que mantêm o petróleo em patamares elevados.

Apesar dos sinais positivos da demanda, a colheita americana continua representando um contraponto à recuperação dos preços. Até o último domingo (18), os produtores dos Estados Unidos haviam colhido 64% da área cultivada com soja, contra 46% na semana anterior. As condições predominantemente secas no Meio-Oeste favorecem a continuidade dos trabalhos e a entrada de novos volumes no mercado.

No Brasil, as atenções seguem voltadas ao plantio da safra 2026/27. As previsões meteorológicas indicam aumento das chuvas no Centro-Oeste na próxima semana, o que pode favorecer a reposição da umidade do solo e o estabelecimento das lavouras. No Sul, entretanto, precipitações mais intensas podem dificultar temporariamente as operações de campo.

Com a recuperação desta sexta-feira, o mercado acompanha se a demanda chinesa conseguirá sustentar uma sequência de valorizações em Chicago, apesar da oferta americana elevada e das perspectivas de produção da América do Sul.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário