Chuva ganha força em áreas agrícolas e deve atingir diferentes regiões do Brasil nesta semana

Frente fria e canal de umidade favorecem pancadas e trovoadas no Norte, Centro-Oeste e Matopiba. A partir de quarta-feira, instabilidades voltam a ganhar espaço em São Paulo e na Região Sul, enquanto o calor persiste em áreas do Norte e Nordeste
Publicado em 27/10/2026 10:37 | Atualizado em 27/10/2026 11:17
Tempo & Clima - com Andreia Marques

Após uma frente fria derrubar as temperaturas e provocar sensação de frio no Sul e no Sudeste, a formação de um cavado atmosférico a partir desta quarta-feira promete reorganizar a umidade e trazer de volta pancadas generalizadas de chuva e temporais para áreas estratégicas do Centro-Sul do país.

Frente fria perde força após provocar queda nas temperaturas

Na manhã desta terça-feira, o ar frio que avançou na retaguarda do último sistema frontal derrubou os termômetros. Cidades serranas registraram marcas expressivas, como Bom Jardim da Serra (SC), que atingiu cerca de 6°C, além de temperaturas amenas em municípios do interior de São Paulo e sul de Minas Gerais.

A frente fria atuou intensamente levando umidade ao longo dos últimos dias para a Bahia, norte mineiro e Tocantins — onde o município de Mateiros registrou quase 60 mm de precipitação acumulada nas últimas 24 horas. Chuvas pontuais também ocorreram no Amazonas, amenizando temporariamente a fumaça e a poluição em Manaus, embora com baixos volumes acumulados.

Conforme explicado pelo meteorologista Dênis durante a previsão do tempo, a frente fria se dissipa a partir de quarta-feira sobre o oceano, mas abre espaço para uma nova configuração na circulação atmosférica.

"Esse cavado é uma região alongada de baixa pressão. E, através disso, ele faz a convergência de umidade, ar quente e ar úmido para essa região. Com isso, nós temos a formação de nuvens carregadas, nuvens convectivas, aumentando o potencial para temporais e chuvas mais volumosas", pontuou Dênis.

O sistema atuará principalmente entre o Centro-Oeste, Sudeste e faixas do Sul, elevando a densidade de raios e o risco de tempestades pontuais entre São Paulo, Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Mato Grosso.

Projeções e acumulados até novembro

Para o encerramento de outubro e os primeiros dias de novembro, a faixa que vai do oeste do Amazonas, passando pelo Centro-Oeste e chegando ao Sudeste, registrará os maiores volumes. No norte paulista, sul e leste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, os acumulados podem superar facilmente 60 mm, com picos pontuais de até 110 mm.

Na Região Sul, o cenário se difere das últimas semanas, que registraram cheias e acumulados entre 150 e 200 mm. Desta vez, os volumes serão mais brandos e concentrados no leste de Santa Catarina e do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul. O início de novembro deve apresentar uma curta janela de tempo firme, com nova rodada de instabilidades retornando a partir dos dias 3 e 4 do próximo mês.

O retorno das chuvas ao Centro-Oeste é crucial para a fixação e desenvolvimento das lavouras de primeira safra, enquanto a redução temporária dos volumes no Sul permite aos produtores avançar nos tratos culturais e no escoamento após semanas de excesso hídrico.

* Com auxílio de IA

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